sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Indústria Rakelly e um bando de idiotas.

Evasivas me lembra de 'esvaziada'. Não sei porquê. Uma pessoa evasiva é esvaziada de um intelecto mais complexo. Acha que tudo é razão de tudo e que nada é razão de tudo. Como diria um certo professor: "Livram-se dos idiotas! - Mas sempre tenha um por perto, porque ele é idiota e os idiotas às vezes só enxergam o que os outros idiotas enxergam".

Me faz lembrar as aulas de Teoria da Comunicação 2, onde estudei a manipulação dos meios de comunicação de massa. É aonde entra a publicidade. A publicidade patrocina tudo que fascina a massa. O entretenimento idiota faz sucesso instantâneo = mais telespectadores = mai$ dinheiro.

O entretenimento idiota gera hábitos e comportamentos idiotas, refletindo na sociedade. Íris BBB... a "Rakelly" da novela. Somos induzidos (e muito bem) ao culto desta cultura tão massificada e tão manipulada para servir como diversão do povo = estabilidade da sociedade, não criando portanto, zonas de conflito e descontentamento.

Essa é a base pra tentar entender essas pessoas que, não sei se escolhem, preferem ou , simplismente, se abstraem do saber. O que o saber tem a ver? O saber tem a ver quando a pessoa vê que o que ela está fazendo é mero ritual e não necessidade.

Pode ser o natural do animal ser vazio e lotados de instintos, que só existem para manter a espécie. Podemos fazer cercanias em volta de uma fazenda. E dentro mais sub-cercanias que não dê para ver o lado de fora. Dentro dessas sub-cercanias teremos humanos com água e comida.

O que acontecerá? Somente o que for necessário para sobreviver e não o que não tem a NECESSIDADE de fazer/saber. E os humanos precisam do conhecimento de outros humanos para aprimorar seu conhecimento não agregado (instinto).

Por isso, quando vemos e queremos ser iguais ou parecidos com a "Rakelly" é porque achamos engraçado e nos fisgou, é lógico, para irmos mergulhando de cara no intervalo comercial e consumisse o comprimido em que a "Rakelly" e o Pelé (diversão do povo) estão anunciando e falando que é bom.

É um círculo vicioso que eu não posso cair na tentação de entrar.

O texto é feito em linhas lineares que talvez nunca se encontrem.

Mas em círculos? Nunca.

Nunca diga nunca. Ih! Me encontrei!

(talvez esse post vire um viral de e-mail, um vídeo do youtube, e que o próximo vídeo seja patrocinado pela CLARO e que vire campanha publicitária no youtube e que tenha participantes da novela e... Círculo vicioso)

Aiaiai... Bando de idiotas! -E viva o Ensaio sobre a cegueira!-



Próximo Tema: Sorte do Orkut

9 comentários:

Sara Tellado disse...

Quanto ao seu foco do tema, a respeito da Indústria Rakelly, vou retrucar no final deste meu (como sempre, gigante e ignorado) comentário. Achei seu texto interessante, e discordo em pouquíssimas partes.

A personagem Rakelly era sim muito efusiva. Há quem diga que pessoas efusivas são autênticas, mas eu discordo totalmente. Pessoas que sorriem demais, abraçam demais, conversam e conversam demais, aconselham demais, detalham demais, perguntam demais, se aproximam demais, e tudo isso demais sem a MENOR intimidade não é nem aqui nem na China sinônimo de autenticidade. Esse tipo de efusão é, pra mim, falsidade.

E muitas pessoas edusivas/falsas são superciais. Mas nem todas superficiais são efusivas.

Pessoas superficiais são, em grande maioria, vazias. São pessoas que, não sei porquê, tentam ser eternas molecas, sem grandes objetivos de vida. Pessoas que pouco exploram suas qualidades, e só demonstram um lado chato e, na maioria das vezes, efusivo. E isso nós vemos frequentemente. Todos os dias. Somos cercados de pessoas superficiais, àquelas que estão sempre cercadas de outras pessoas, mas vivem uma vida mais para os outros e menos para si mesmas. Pessoas que têm milhões de "amigos", mas que no fundo sabem que não têm praticamente nenhum, simplesmente porque na ânsia de serem conhecidas e reconhecidas por todos não conseguem se focar num grupo específico e acabam por terem amizades pela metade. Conseguem o título de simpáticos, extrovertidos e boas companhias nas diversões, mas não conseguem ter verdadeiros amigos por perto porque estão sempre ausentes tentando ser tão presentes com o mundo inteiro. Querem demais e acabam tendo pouco.

Algumas pessoas superficiais posam de superiores, de inteligentes, de maduros, de diferentes, mas no fundo se sentem extremamente inferiores aos outros e inconscientemente vivem em disputa. Por terem poucas coisas verdadeiras em suas vidas, se sentem carentes. Na vontade de se sentirem queridos, na mesma proporção em que trocam de roupa dizem "eu te amo" e outras coisas carinhosas pra qualquer um, apenas esperando ouvir o mesmo. E mesmo sabendo que a possível resposta do elogio também será falsa, isso lhes preencherá momentaneamente. E assim essas pessoas superficiais vivem um mundo superficial com relações superficiais. E dificilmente essas pessoas notarão isso, porque não são auto-críticas; e já que têm poucos verdadeiros amigos que se importam com eles, dificilmente alguém irá lhes alertar ou falar o que pensam.

Quando eu disse, Zambrone, que eu discordava em partes no seu texto, era sobre isso. A personagem Rakelly não era superficial, como muitos são. Ela poderia ser efusiva, mas não superficial. E quem assistiu a novela, mesmo que esporadicamente como eu, sabe disso. A Rakelly era ignorante, e não burra. E aí entra outra questão um pouco delicada a se tratar; sobre a cultura, diferenças sociais, faltas de oportunidades e ensino acadêmico fraco. A Rakelly era o exemplo nítido de muitas pessoas espalhadas Brasil a fora, e, por isso, foi tão aceita pelo público telespectador. Nem todo mundo quis ser parecido ou igual a ela. ELA é quem é parecida e igual a muita gente. Não foi puramente um entretenimento idiota. Em partes, foi uma demonstração da realidade de muitos. E, portanto, nesse caso, o sucesso instantâneo dela não foi por acaso. E se ela fez sucesso, nada mais normal que ser patrocinada pelas publicidades.

E meeeeeesmo que ela não fosse nada disso e fosse mesmo qualquer coisa idiota (como muitas na TV) e mesmo assim tivesse feito sucesso antes e depois da novela em campanhas publicitárias (o que acontece muito), a "culpa" do sucesso a continuar seria do público que é influenciado facilmente. Aí entra a questão que concordo contigo sobre entrarmos ou não nesse círculo vicioso.





E quanto ao Ensaio sobra a Cegueira, filme EXCELENTE.
ps.: não tem como arrumar o horário do blogger?

Pedro. disse...

Cara, essa sua teoria de entocar os humanos me lembrou do enclosure. Só que a diferença é que era pra botar ovelha e tirar gente. Talvez, se eles continuassem lá, nada disso ia acontecer: sem expansão da metrópole, sem público massificado, sem Rakelly e sem fânque miusique.

...bons tempos esses do enclosure, da Inquisição, da queima às bruxas... Ops! Exagerei. hahaha

Gabriel Zambrone disse...

O entendimento parcial das coisas nos levam à falsa percepção de verdade.

Gabriel Zambrone disse...

Desculpa, Sara, mas não vejo um distanciamento plausível para os seus comentários.
E para respondê-lo terei que usar as linhas de um novo post, coisa que não farei, me perdoe.
Sinto também umas alfinetadas, velhas conhecidas por mim, vindas da sua pessoa.
Fique tranquila, não responderei.

Sara Tellado disse...

Não seja egocêntrico, Gabriel, por favor. Quando eu propus o tema "Pessoas efusivas/superficiais", propus imaginando que o próximo autor falasse sobre o que eu expus no meu comentário acima. É por isso que eu comento em TODOS os posts deste blogger, pra expor minha opinião e dinamizar este local. Pelamordedeus, não tive a intenção de alfinetar você, nem ninguém aqui, pois não conheço ninguém. Só expus o MEU comentário sobre o que EU penso sobre pessoas efusivas e sobre pessoas superficiais, e em momento algum escrevi aqui pensando em qualquer pessoa específica. E justamente pra não dar a entender nada disso, ainda fiz o meu comentário no final a respeito do foco que você tomou sobre o tema que propus, a respeito da personagem Rakelly e o que eu acho dela como efusiva ou superficial. Falei e tentei explicar depois o mais claramente possível sobre o que penso dela e sobre o que você escreveu no seu post a respeito da manipulação dos meios de comunicação de massa e o tal círculo vicioso.

Meu Deus. Se meus comentários não são bem interpretados, fique tranquilo também que não comentarei mais.

Gabriel Zambrone disse...

A sua percepção da verdade é uma mera interpretação. Cada um interpreta da forma que achar mais adequada.

Eu o fiz e também expus.

Não se deixe levar pelos os meus comentários.

Pamela Weitzel disse...

Infelizmente temos que lidar [ ou não ] com essas emissoras que praticamente nos chamam de idiotas na cara e a grande massa dos telespectadores parmanece fiel à programação elevando os níveis de audiência.

Riente, o Rui disse...

Duas opiniões dispersas da conversa do resto do pessoal (não tive saco para ler os comentários todos): quem continua a assistir tv, mesmo não gostando da programação... Não posso fazer nada. Pare de reclamar e leia um livro. Agora, dizer que a mídia só forma (por conseguinte a publicidade entra na jogada) é enviesar o negócio. É bilateral: a mídia reflete o que somos e o que gostamos (futilidades e blábláblá) e isso alimenta essa parte da personalidade das pessoas. Digo até que é mais das pessoas do que da mídia a culpa. Basta jogar aquele argumento manjado sobre o BBB, que se fosse realizado um Big Brother com pessoas inteligentes o programa não duraria uma semana. Cada um tem o que merece. E não venham com papo de diferenças sociais, que nem todo mundo tem acesso à tv paga, porque é assim no mundo todo, mesmo os canais pagos são lotados de nhénhénhé, sobrando para contar nos dedos os que seriam voltados para um "público mais intelectualizado" (acho essa discussão muito estereotipizadora). Cansei de escrever

Riente, o Rui disse...

e os temas estão muito chatos para desenvolver... falem mais sobre coisas triviais. Sorte do orkut é um pé na bunda e no saco ao mesmo tempo... e sou a favor do "política e religião não se discute", cada um vai falar sua verdade e ninguém no final vai parar para refletir sobre a opinião dos outros (pessimista ou não essa visão, é isso que acho).