sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Título Vulnerável

Sou terapêuta, super-homem, centrado, pseudo-realizado. Sou vulnerável ao meu ego. O Brasil é um paraíso, reduto cultural popular, chique-assado. É vulnerável à sua confusão. 'C.B.' (colaboradora deste blog) é dançarina-prodígio, escritora nata, sex-appealizada. É vulnerável aos seus medos. Perturbadores medos que cerceam seu potencial de experiências.

A vulnerabilidade está em todas as esferas, está em todas ações e risco. Lidar com ela é usá-la como aliada. Estive num curso de sobrevivência na selva, na Amazônia. Lá aprendemos à não tratar a natureza como inimiga e sim como aliada. Você se coloca vulnerável, assim como ela também se coloca quando a queimamos. Nem sempre a natureza tem chuvas nas horas certas para apagar esse fogaréu arruaceiro, nem sempre temos tranquilidade para evitar o pânico para achar ajuda à tempo.

Neste exato momento estou vulnerável à vulnerabilidade proposta neste blog. O Blog já esteve vulnerável à críticas pesadas quanto ao seu conteúdo, corrigido de uma forma em que as pessoas o digirissem como democrático-adulto, sem tempo para pseudo-pré-conceitos. Estou vulnerável aos que me lêem neste exato momento. O texto está chato? Perdeu o seu tempo? Talvez. Estamos todos vulneráveis a tal situação.

Estou vulnerável à um texto grande, repetitivo, fraco, sem base e amador. Encarar a vulnerabilidade é ter personalidade de estar onde outros estariam com medo, aparecer onde os outros desapareceriam. Vulnerabilidade é uma eterna crise que você enfrenta e enxerga as melhores oportunidades para você, para o país ou para uma colaboradora do Línguas Presas.

...ou quem sabe, para um presidente da república:



Próximo tema: Rio 2016

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Zumbido

Acho que o medo é um pouco espelho da gente. É um pouco como as entranhas, que a gente olha e se espanta com a própria feiúra. Mas ai a gente vai aprendendo a maquiar essa feiúra e de repente não sabemos mais o que somos a partir do momento que não sabemos o que tememos.
Quando uma criança leva um susto é uma coisa engraçada de se ver. Um dia desses, eu estava andando na rua e um pombo voou perto de um menino loirinho que segurava a mão do pai. O seu susto foi tão grande e tão verdadeiro que ele começou a chorar. E quando eu achava que ele já tinha se recuperado, abria a boca mais uma vez e exprimia aquele gemido que saía em forma de mais lágrimas. Seu rosto brilhava de tanto medo, e parecia que jamais iria passar.
Hoje fui descer uma escada e vi uma abelha que flutuava mais ou menos na altura da minha cintura. Ali permaneci, estática como se a abelha pudesse cheirar a minha fobia. Não me movi, apenas os olhos iam seguindo o seu voo estranho. Só fui capaz de descer quando uma mulher me passou a frente e desceu o primeiro degrau. Não lhe segurei a mão porque tive medo de ser repreendida, mas praticamente lhe pisava a barra da calça.
Será isso um pouco de solidão no final das contas? Será que no fundo, o medo não é um pouco de carência? Precisamos do medo para que tenhamos alguém para nos dizer que vai dar tudo certo, é só acreditar. Precisamos do medo para que possamos fazer os outros se sentirem úteis, para que precisemos de proteção e direção. Precisamos do medo para que nós mesmos possamos nos dizer que somos capazes.
Reafirmamos-nos para nós mesmos ao descer uma escada guardada por uma abelha ou ao não desistir de fazer alguma coisa que pode não dar certo. Acreditamos mais que somos capazes se passarmos por aquele grande estágio de temor e dúvida.
Temos medo de tudo. Medo de barata, de ser diferente demais, de ser igual demais, de falar muito, de se fuder, de amar, medo de ter medo. Temer a si mesmo será o maior de todos. Nunca haverá algo mais assustador do que a vida que carregamos latejada. Por isso ficamos olhando a abelha voando. Estamos sempre na porta em pé, paralisados sem descer a escada. A abelha desafia a nossa apatia, e quando descemos atrás de alguém, mostramos a nossa relutância em participar da vida. Mas ela fica zumbindo na nossa cabeça.
Aquilo que nós temíamos na infância era que virássemos adultos como os nossos pais. Chorávamos por causa de um pombo porque assim nos lembraríamos de nossa ingenuidade e nos confortaríamos com o colo da mãe, ou a risada do pai. O que tememos agora é a nós mesmos. Não queremos saber nossos verdadeiros limites, então preferimos nos limitar o tempo inteiro, porque é mais fácil se surpreender depois.
A coragem precisa de uma companhia, de uma mão no ombro para seguirmos em frente, e nós definitivamente gostamos e nos agarramos nisso. Talvez encarar logo as entranhas e se espantar fosse mais fácil, mas definitivamente, seria muito menos doloroso, e portanto, muito menos prazeroso. Evitar a vida parece mais interessante do que descobri-la.

Próximo tema: Vulnerabilidade.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Teoricamente falando

"Uma teoria jamais é uma expressão perfeita da realidade, mas um modelo pelo qual essa realidade pode ser descrita e compreendida."
Confesso que tive de recorrer ao Google para poder me situar no tema - convenhamos que dissertar sobre teorias não parece ser das tarefas a mais fácil. A princípio, considerei um conceito bastante inflexível, rígido. Até que, na Wikipédia, me deparei com tal frase e comecei a mudar de ideia.

Quer dizer, segundo esse conceito, criar teorias é mais que um hábito. É um comportamento involuntário, constante na rotina de qualquer um. É uma daquelas coisas que a gente faz sem perceber, tipo se coçar quando tá nervoso, ou fugir do olhar alheio quando mente. Só que é muito mais constante e recorrente, e ainda assim não o percebemos.

Toda vez que nos encontramos em uma situação inédita, começamos automaticamente a criar teorias. Tentamos ao máximo descrever e compreender tudo o que se passa ao nosso redor, senão justificar. O inexplicado parece não fazer sentido, incomoda e inquieta o ser humano. Só nos damos por satisfeitos quando encontramos alguma explicação para o desconhecido.

Sempre foi assim, desde os primórdios da humanidade. Teorias vêm da curiosidade e insatisfação que insistem em nos lembrar que há muito a se conhecer e desvendar por aí. E, mesmo quando não encontramos respostas suficientemente satisfatórias, criamos mais teorias.

Até mesmo quando se têm fatos e leis estabelecidos há quem insista em teorizar discordando daquilo que todos têm em comum acordo. Galileu que o diga! O cara morreu dizendo que a terra era redonda, deu a vida pelas próprias ideias... E ninguém levava a sério. No final das contas, quem tava certo era ele e sua teoria.

Teoria do caos, teoria da conspiração, teoria da evolução, teoria do big bang, teoria da relatividade, teoria quântica, teoria da gravidade, teoria da relatividade.

Teorias famosas nada mais são do que opiniões e conceitos que fizeram sucesso. Mas, ei, eu também sou uma teórica, você é um teórico. Uma fofoca é uma teoria, uma reportagem é uma teoria, uma resenha é uma teoria, um documentário é uma teoria. Afinal, também são opiniões, não?

E, olha, se der mole, até eu acabei de criar uma teoria no meio de tanta confusão...

Pra encerrar a história, deixo aqui a sugestão um filme que põe em prática toda a teoria descrita acima, hahah. Em Zeitgeist, se aborda com muita ousadia e inteligência uma série de fatos e temas conhecidos mundialmente, fazendo com que o tom crítico e questionador do filme remeta à Teoria da Conspiração. É dividido em três partes, que colocam em foco e duvidam da veracidade e idoneidade de temas como o Cristianismo, os ataques de 11 de Setembro e o Banco Central norte-americano.
Ele foi lançado virtualmente através do Google Videos, e pode ser assistido por inteiro nesse link (ou ali embaixo, pra quem não se importar com o player pequenininho).
Recomendo com muita expectativa de que aprovem, pois trata de questões polêmicas sempre utilizando uma argumentação muito bem embasada e objetiva.

Beijos e até a próxima.

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Próximo tema: Medo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A chama que se apaga

Voltei a escrever depois de tanto tempo por falta de amor (tema proposto por este que vos escreve). Falta de tesão. É o que amor representa. Tesão por alguma coisa. Tesão por arte, mulher, diversão, simplicidade e complexidade.

O amor entre pessoas é mágico assim como é mágico meu amor por novidades, informação e auto-conhecimento. As pessoas deveriam, ... deveriam nada. O tesão das pessoas têm férias e vale-transporte. Vêm e vão, do teto ao chão. Eu descubro o amor em pessoas que não o têm e nas que o têm demais.

É estranho dizer descobrir amor nas pessoas que não têm muito desse sentimento. Mas a vontade de colorir um livro esmoecido pela velharia morta dá tesão também.

O amor inspira, assim como me acontece agora. Inspira momentos de fúria e ódio, de intenso prazer que se torna coerente ou não. Ser coerente não é muito a dele. A coerência é pensada depois da explosão amorosa, que te cega, desnorteia e canibaliza.

O amor corporal, intelectual, bizarro, artístico e filosófico transpira e transborda do nivel moral e ético em sua essência. Tabu é a palavra que o amor mais quebra. Se torna uma dualidade necessária.




Ele é bobo, ingênuo, malandro, cafajeste (foto), sincero (em alguns desejos ou em sua totalidade). Te transforma, te convence e te destrói. Muda o foco, mobiliza pessoas e seu inconsciente. É puro enquanto desejo e ácido enquanto eternidade.


Pensei em um vídeo que resulta em amor artístico e humano. A letra é um pedido de desculpas e uma volta pra casa. Mas o vídeo é revelador e provocantemente sensual, que explica (artisticamente) como ela 'voltou' pra casa. Deixo para o Kanye West fazer o estrago:



Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=mEccxPPwXmI&feature=fvst

Amo vocês, #not.

PRÓXIMO TEMA: Teorias
*quem quiser escrever o próximo tema, só comentar. Ou eu lhe poupo.

sábado, 18 de abril de 2009

Com Unidade

Diferentemente iguais. Sorrisos endiabrados, como dizem os autores cotidianos: moleques. A levada que se finca em uma encruzilhada mais complexa que a demarcação de uma fronteira política delineada por rios. A levada que eles têm são finamente apuradas. Os desafios contantemente provocadores, o ar contestado de paradoxos vindos de dentro e, principalmente, de fora os fazem crer que é um lugar pra se viver de verdade. Onde o ser humano encontra seu lixo e a sua beleza. Assim, bem explícito. 'Somos uma terra de ninguém liderada por poucos e por muitos, por nós mesmos'. É um corpo humano, é a complexibilidade de um emaranhado de teias que, mesmo não sendo lineares e fugazes que nem de uma aranha, chegam à um lugar próximo, senão distante do mesmo fim. O sangue que sai diante de algumas balas perdidas na imensidão do sítio transforma o lugar como um inferno de picadas de abelhas, onde um repelente é muito mais do que necessário para se manter vivo. Bizarro? Não vejo este sentimento desde os tempos em que sentava em frente ao grande e a figura mais influenciadora da cultura americana na televisão: MacGaiver. Ele se destacava pelas astúcia de sair dos lugares com um pensamento simples, como um chiclete e uma caneta. Na favela, comunidade, ou qualquer coisa que a chamam, há milhares de MacGaivers, um pouco menos maquiados, porém, igualmente corajosos de driblar as inconstâncias paradoxais e viver intensamente, na dor, coragem e libido extremamente postos em seu meio social-local.

Eles têm um amigo, um falso-amigo, que finge estender a mão para ele e, no final, o interesse é tão óbvio que parece ter algum senso de credibilidade. Faço um trabalho social em uma favela (foto), não distante de minhas indagações, acredito que ajudar a mudar de algumas pessoas não salvam uma comunidade, que dirá o mundo. O mundo gira em torno de perdedores e ganhadores. A mente humana não permite tamanha bondade. A bondade extrema é para poucos. Hipocrisia é uma palavra divina e que se encaixa perfeitamente neste âmbito. Somos capazes de destruir as nossas vidas, porque não faríamos com as de outrém? O Estado junto com a "sociedade" contribui para isso. A recente reviravolta que aconteceu na Tailândia diz o contrário. Qual o motivo? O amigo explicitou o seu mau-caratismo. Porque não acontece aqui? Porque amanhã eu vou poder comer meu caviar no jantar e continuar a ver estes pobres sorrisos no Jornal Nacional.

*fotos: Gabriel Zambrone

Próximo Tema: Amor

sábado, 24 de janeiro de 2009

Aguenta tudo

"Sorte de hoje: Amigo é aquele que conhece e ama você como você é". Recebi essa afirmação um dia desses no Orkut com suas sortes/motivações massissas diárias. Se a pessoa é sua amiga mesmo e você a considera como tal, as barreiras de defeitos, imperfeições e até as patifarias são deixadas de lado. Tem coisas que tem preço, amizade não tem. Poderá comprar boas companhias, até porque as pessoas têm a tendência de ajudar o próximo. Mas, não será de coração. O coração fala por certas ações que pensamos, sem querer, no elevador e concluimos... "Esse(a) amigo(a) é foda, mesmo sendo um filho da puta" - seguido de uma risada.

Quando a pessoa é amiga mesmo, até um quesito delicado como dinheiro fica com um certo desconto. Inconscientemente é como esse desconto fosse dado por tudo de bom que esse 'filho(a) da puta' te causou ao longo de todo o tempo de amizade. As gracinhas, imitações, favores, apresentar potenciais 'caras-metade' e também, fazer aquela merda juntos, sem nenhum tipo de contraposição ou repressão.

Já ouvi há alguns bons anos uma máxima bem adotada: "Amigo não aparta briga, já chega com uma voadora". Haha! Esse é o espírito. Uma das melhores coisas pra fazer com amigo é relembrar as pérolas do passado e ver como estamos e como éramos tão patéticos diante as coisas da vida. De um bar pode sair um amigo, porque temos amigos dos amigos (sem referências criminosas, por favor), e esses amigos dos amigos podem ser legais. Até porque, são amigos do(a) meu(minha) amigo(a).

Brigar com amigo(a) é pior que brigar com namorado(a). Até porque se você for brigar com seu(sua) namorado(a), quem irá aturar seu telefonema ou sua chatisse? A parede pode até ouvir, mas não responde porra nenhuma! Um amigo, não importa o sexo, pode virar companheiro de atividades, sócio em algum empreendimento, padrinho de alguma ocasião e até, simplismente, no conselheiro mor.

Sim, peidos, arrotos, derrotas, vitórias, risadas e podres: Quem é amigo conhece e aguenta todas!


Próximo tema: Favela

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Questão de Referencial

Qual a diferença entre viver o dia-a-dia e passar 24 horas mais uma vez?
Qual a diferença entre sexo e amor?
E a diferença entre brasileiros e argentinos? Qual é?

Essas dentre muitas outras perguntas me vieram à mente ao ler o tema. É um pouco complicado pra mim escrever, já que falo horrores e penso três vezes mais. Acabo perdendo o fio da meada. Mas também, de que serve um texto coeso e sensato sem um conteúdo?

Sem mais questionamentos e justificativas precoces, creio que já é hora de desenvolver sobre o tema proposto. Ok.

Na verdade, somos todos humanos, vivemos todos no mesmo planeta, todos temos necessidades fundamentais à vida. O que nos torna DIFERENTES um do outro é a essência de cada um, o que cada um de nos faz quando está à toa, o que pensamos, gostamos, vemos, sentimos e vivemos. Imagine uma máquina de pegar ursinhos de pelucia, ha varios ursinhos, cada um com sua cor, tamanho e textura. Diferentes, porém iguais. Para mim, são todos ursinhos de pelúcia. Há quem pense que eles são completamente diferentes. Confesso que muitos nem ursinhos são, mas ok.

Aonde quero chegar com essa metáfora ridícula e infantil é no que tange à vida em si. Penso cada dia mais em viver momentos prazerosos e evolutivos tanto para mim quanto para a sociedade ao meu redor. E as diferenças de cada um tornam esses momentos sempre mais prazerosos, pois são sempre experiências novas, que eu não vivera até então. Sempre momentos inusitados, por mais que com as mesmas pessoas, são DIFERENTES sensações, sentimentos, visões, fotos, conversas, cigarros, beijos e picolés a cada dia.

Olhe ao seu redor agora. Quantas coisas DIFERENTES e com funções DIFERENTES que lhe trazem vivências DIFERENTES. Veja fotos antigas suas e perceba o quão DIFERENTE você está e imagine o quão DIFERENTE vai ficar. Lembre do que pensava antes e compare com o que pensa agora. DIFERENTE? Pois é... Você mudou bastante, rapaz! E quais serão sua proximas mudanças? Você decide. Ligue para 0800- ... hã! (perdão, senhores. Perdão).

Mudanças ocorreram, ocorrem e ocorrerão na sua vida. O que difere a felicidade da tristeza é como encaramos essas mudanças. Não tenho nenhuma certeza, nem muito menos uma prova de que existe vida após a morte, portanto creio que vale a pena sugar ao máximo a minha. E para tal, creio ser de suma importância a vontade de viver bem com tudo e todos, cada segundo de cada dia da minha vida. Aí mora a DIFERENÇA pra mim. Muito mais do que um sinal de igual cortado. Muito menos do que uma cerveja com os amigos.

Serei diferente sempre que me notar diante de uma situação desagradável, procurarei sempre encontrar soluções e aprendizados diferentes, me relacionar com pessoas e culturas diferentes, comer coisas diferentes, beber coisas diferentes, fumar coisas diferentes, jogar coisas diferentes e ate mesmo dormir em lugares diferentes. Descobri agora ao escrever esse texto que sinto um prazer imenso pela mudança. A adrenalina de coisas novas ainda não vividas por mim.

Creio que tenha me expressado de forma compreensível... Caso contrario, mil perdões.

E por falar em diferente...



Só dá maluco!


PROXIMO TEMA: Amizade.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Paz

Guerra.
Quando penso em guerra penso na Rádio Cidade, 102,9. Rádio que não existe mais. Lembro porque era uma rádio que gostava fazia versões de músicas. Tem uma versão da música 'A Canção do Senhor da Guerra' da Legião Urbana. Era a época da invasão do Iraque pelo Bush filho. Acho que a música define bem a Guerra.



Destaco a parte que Arnaldo Antunes ressalta que nada justifica a Guerra. E uma rádio concorrente tinha uma música falando que para fazer a Paz faria Guerra. Não é a Paz que todos buscam? Então sempre haverá Guerra. Na verdade o tema é sobre a Guerra. Guerra são tantas. Essa mesmo da Palaestina e Israel.

Lá tem: o muro das lamentações (judeu) 1km para o sudeste tem o Santo Sepulcro (católico) e mais 500 metros uma esplanada de Mesquitas (não me recordo agora qual o fato de Maomé tem por lá). Nessa mesma região os católicos fizeram uma baita Guerra conhecida como Cruzadas! Não é chamado de Guerra. Mas acho que a Igreja Católica (Igreja, não a religião) seria uma batalha muito mais complicada do que com o Hamas. Isso se liga com o fato dos EUA, e seu congresso que muitos dizem ser repletos de judeus, não ir contra Israel. Vamos ver o que o Obama tem a dizer, o presidente, não o Bin Laden. Só que isso é outro ponto.

A questão é que a região é Santa e diferentes grupos querem o mesmo pedaço. Como também outras guerras. A do Iraque é mais para o lado econômico. Esse tipo de Guerra creio ser menos cruel. Veja o Japão. Levou duas bombas atômicas dos EUA. Hoje o Japão só é o que é tecnologicamente porque os EUA investiram e muito nele. Isso foi o que não aconteceu no final da Segunda Guerra, quando os americanos não concordam com o Tratado de Versalhes que resulta em grandes perdas para a Alemanha. E essa humilhação é a arma de Hitler para que seja amado pelo povo, quase como uma religião. Voltamos para os judeus...

As Guerras ocorrem em todo lugar, com qualquer espécie. Mesmo com árvores em busca da luz solar! A diferença é que o homem pensa, ou deveria pensar. E como quero falar da Paz vou dar as notícias do momento: vários africanos são ajudados anualmente por forças voluntárias sérias! Muito se ganha pelo direito à vida em vários locais do mundo. Mas o que vende é a destruição. A PAZ não se vende! Problema é de quem compra e de quem quer vender. Já que não é só o mercado que faz o produto. O produto cria mercado!

Chopin viveu na Europa pós Revolução Francesa/Napoleão, quando haviam várias guerras entre o Absolutismo dos Reis, o Socialismo dos Operários e a Liberdade dos Burgueses. E essa música, pelo título, é relacionada à Guerra.




Muita PAZ a todos.

Fabrício
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Próximo Tema: A Diferença

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A culpa e os delicados pedidos de moderação


Foto: Eyad Baba/AP


por John McCarthy


"A invasão de Gaza por Israel ocorre na sequência de uma pesada campanha aérea - justificada como uma retaliação pelos foguetes do Hamas lançados no sul de Israel. Cada foguete ou morteiro disparado da Faixa de Gaza é reportadi pela imprensa internacional e, no momento em que escrevo, mais de 400 foram contabilizados durante a semana.

Detalhes dos ataques israelenses são bem mais difíceis de encontrar, mas, segundo o relatório semanal da Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas, a Força Aérea Israelense teria lançado 400 bombas. Não ao longo dos últimos sete dias, mas nos primeiros minutos de sua operação em Gaza. Essas e centenas de outras bombas já mataram mais de 400 palestinos. Os foguetes do Hamas causaram somente quatro mortes.

Os israelenses esperam que seu governo puna os ataques e, com eleições marcadas para dentro de um mês, os políticos estão ansiosos para se mostrarem prontos a fazer qualquer coisa para proteger seu povo. Ehud Barak, o ministro da Defesa do governo de coalizão, viu a sua aprovação, bem como a do Partido Trabalhista que lidera, subir nas pesquisas de opinião como resultado da campanha contra o hamas, chamada por ele de 'uma guerra até o mais amargo fim'.

Ainda assim, depois de uma semana de ataques aéreos, o Hamas continua lançando foguetes - e com alcance cada vez maior. Parece inevitável que a campanha militar avance, causando mais e mais mortes de civis, até que a pressão internacional por uma trégua se torne forte o suficiente para promover um cessar-fogo.

Embora a resposta desproporcional já tenha provocado diversos pedidos de moderação por parte de vários organismos internacionais, o governo israelense continua a se retratar como uma vítima passiva sob ameaça. Ehud Barak descreveu Israel como 'uma vila no meio da selva' e um local civilizado cercado de hordas de selvagens.

Eu já encontrei diversos israelenses que se veem exatamente assim, convencidos de que o resto do mundo não entende seu sofrimento e de que a única coisa importante é deter os foguetes do Hamas. O relatório da ONU da próxima semana deve apontar que, por conta do bloqueio imposto por Israel, alimentos, medicamentos, água e combustível estão tão limitados que Gaza se encontra à beira de um desastre humanitário. Mas a chanceler de Israel, Tzipi Livni, nega tal problema e divulga a amplamente aceita teoria de que o sofrimento das pessoas que vivem em Gaza é consequência de sua tolerância à liderança do Hamas.

Essa intrensigência é tão surpreendente? Israel vem ignorando, impunimente, inúmeras resoluções da ONU sobre o retorno de refugiados palestinos, sobre o fim da ocupação na Cisjordânia e sobre o fato de encorajar seu próprio povo a se instalar nos territórios ocupados, entre outras.

E por que não há real pressão para que as cumpra? O fato é que Israel detém a mais poderosa influência psicológica sobre o imaginário coletivo mundial que carrega a culpa pelo Holocausto. Isso significa que, embora o mundo possa, esporadicamente, fazer críticas a Israel, ninguém ousa ir muito além, talvez por medo de ser acusado de anti-semitismo ou de estar, de certa forma, atacando um povo que historicamente já sofreu tanto. A tragédia é que, agora, um outro povo, os palestinos, está sofrendo por causa da hesitação do mundo em ofender Israel.

Quantas vezes mais o mundo pedirá com delicadeza para que 'sejam mais moderados' enquanto as telas de nossas televisões continuam mostrando civis encolhidos sob ataques aéreos e hospitais incapazes de tratar os feridos? Sim, o Hamas deve interromper seus ataques. Mas, sobretudo, é hora de Israel ser cobrado para que reconheça o desejo da comunidade internacional".

* JOHN McCARTHY, sequestrado no Líbano em 1986 e mantido em cativeiro por cinco anos pelo grupo Jihad Islâmica, escreveu este artigo para o jornal "Independent", traduzido pelo jornal "O Globo" em 05/01/09.

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Próximo tema: Guerra

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ano Novo



Para ver com melhor qualidade, veja em:
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