quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Drogas



Não vou fazer apologias, nem venham com essa pra cima de mim. E também não me venham dizer que comprar entorpecentes enriquece a máquina do tráfico e gesta os problemas sociais. Quer mesmo saber minha opinião nesse momento? Que se dane. Que se dane se alguém vai morrer e se outra meia dúzia vai viver se eu comprar dez gramas de pó no sopé do morro.
Não gosto dessa história de vida natural, de gente que diz que não toma remédio porque faz mal, que não bebe cerveja porque inibe o SNC. Que se fodam.

Não gosto de maconheiros, de cheiradores, de ravers e de babacas drogados que vivem de olhos semi-cerrados e voz manhosa por aí. (Eu não gosto de muitos tipos de pessoas mesmo).
Nada de maconha, nem cocaína, nem sintéticos, nem heroína (mentira, pra heroína eu juro que abriria uma excessão, daí meu medo de por os pés tupiniquins em solos do velho mundo, tenho um medo féladaputa de me descontrolar). Nada dessas coisas -com a excessãozinha básica. A droga do momento e de todos os momentos é mesmo a cafeína.

Barata, socialmente aceita, eficaz... E que eficácia. Eu tomo uns remédios vez ou outra à base de cafeína e os efeitos vem, pode acreditar, mas é muy sem graça. Cadê o bafo do café? O cheirinho que corre da cafeteira até as minhas narinas? O açuquínhar ui delícia que torna tudo mais saboroso? Não tem. Então não fode. Não fode e me prepara aí um café extra forte, coleguinha. Pra quê diabos então um remédio desses? É que às vezes não dá tempo de fazer café né, sabe como são esses tempos modernos.

E outra coisa que adoro! Remédios! RE-MÉ-DI-OS! Não me vem com essa de saúde. Não quero saber da minha saúde. Saúde é o meu rabo. Sei que meu fígado vai apodrecer dentro de mim e que nanananana... Óh minha cara de quem liga! Não ligo. Não ligo porque tudo vale à pena quando a alma não é pequena. E minha alma fica tãaaaaaao grande quando aumento a dose de uns fármacos, é uma maravilha. Não vale falar o nome -eu disse que não ia fazer apologia. Mas vale dizer que tem um (e esse basta tomar umzinho mesmo) que te faz dormir igual CREANÇA e não te deixa mongol no dia seguinte. O despertar após o PASALIX é uma coisa até gostosa, eu juro pra vocês.

Apesar de tudo, alguém tem um beck pra me passar até sexta-feira?

Beijo, desliga.

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3 comentários:

Gabriel Zambrone disse...

eu tenho uma ponta... serve? aoihaiu

Jaime Alves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sara Tellado disse...

Eu mentiria se dissesse que não tenho nada contra DROGAS porque eu tenho sim. Não tenho contra QUEM faz uso das mais comuns, como álcool, cigarro ou maconha, porque essas pessoas se julgam suficientemente maduras pra terem motivos para usar. Sei que uma boa maioria sabe medir as conseqüências, e o ponto em que essas drogas mais comuns lhe fazem bem ou mal, e onde isso pode interferir ou não no seu convívio social positiva ou negativamente. Mas quando diz respeito a drogas alucinógenas, como o LSD e cogumelos; psicotrópicas, como cocaína, crack, ecstasy; e outras depressivas além da maconha, como a heroína; sou absolutamente contra, porque acredito que elas causam na maioria das pessoas um grau muito maior de despersonalização e eu não sou a favor disso.

Eu diria que hoje é praticamente incomum encontrar alguém como eu que não fume ou não tenha experimentado um beck na vida. Quase todos fazem uso disso, mas eu não faço a menooor questão. E aí não entra nem o fato de eu achar que faz bem ou mal, simplesmente é algo que não me agrada. Eu não sinto a menor vontade de experimentar e descobrir qual é a suuuper onda que todos falam. Não quero correr o risco de ficar retardada por alguns minutos com muitos ficam, chata ou insuportável como alguns, ou depressiva como outros. Não preciso disso, sou muito feliz e realizada e faço o que tiver que fazer sem precisar disso (da mesma forma que não preciso de beber numa festa pra me 'soltar' ou ficar mais sociável). Desculpem-me por eu não ter uma opinião excepcionalmente formada pra lhes justificar o por quê de ser pouco contra a maconha e radicalmente contra outras drogas, mas é algo que eu simplesmente não gosto de ter perto de mim. Respeito quem faça uso, mas exijo que me respeitem por eu ser "diferente", e é por isso que eu peço encarecidamente para que muitos dos meus amigos não me façam esse tipo de coisa perto de mim, porque eu realmente fico mal e chateada. Porque aí entram outras questões pra mim também, como o financiamento do tráfico, e também a educação super rígida que tive dos meus pais quanto às drogas.

Vou parar por aqui porque é um assunto muito delicado a se discutir pela internet. Pessoalmente essa conversa fluiria muito mais :)