Bilhões de letras, Milhões de palavras, Milhares de frases, Centenas de Idéias, Dezenas de participantes e apenas UM tema. O resto são zilhões de coisas malucas. Se descubra.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Ohm
Mas é amigo.
a imagem não chia. Propaga.
Que o ontem saudoso permeie esperança, porque só quem consegue congelar o sorriso no ar e segurar a imagem com dor, sabe o quanto vale a pena chorar pela vida e sorrir por continuar.
próximo tema: Eu
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Te dá asas
Os dias em que você se encontra meio sem sentido, sem algo que te faça ter tesão pela vida e não por outrém, de repente conhece uma pessoa nova, uma nova experiência que te manifesta, uma revolução do sorriso, da risada prematura, das falácias que massageiam a barriga. Esta outra pessoa tem uma aura. Nada mais é que um simples fator enganador prazeroso da realidade em que se vive. Sabe-se que nasce-vive-morre. A pessoa que tem aura ela não nasce, nem morre. Vive. Ponto final.
Se ela vir a morrer é porque já viveu sua bela cota e está plenamente satisfeita. Sabem muito bem que outras pessoas com uma bela aura estão por aí, sendo um vírus do curto circuito da vida. Bon vivant. Carpe diem, carpe vita.
Não se acha uma aura dentro de casa. Finja que é um passarinho cansado de ficar esperando comida no ninho e vá voar pelos cantos. Se são os mesmos cantos, que os vejam de outra maneira, a mais inesperada possível. Faça o comentário: INACREDITÁVEL. Inacredite para acreditar em si mesmo, na vida ali, bem ali do outro lado da janela.
Seja um anjo de si mesmo e não tenha medo de cutucar sentimentos confusos nos outros anjos sem asas. Tome um banho e corra para a praça mais perto, para a praia mais limpa, mais vazia ou conheça uma praia lotada de corpos entregues a um astro. Seja o segundo astro e aqueça os corações fingidos de alegria.
Voe.
Próximo tema: Ontem
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Em Porto Seguro...
Dizem que o dono da Poente Vermelho, uma cabana de praia em Porto Seguro, é tão frio, rude, indiferente e difícil de lidar que não dá um sorriso desde a final da Copa de 94, quando o Romário perdeu aquele gol. De ironia. Grosso, nunca dirigiu uma palavra de afeto nem à filha, que se casou no mês passado e ganhou de presente de casamento um pacote de biscoito. Salgado.
E, por coisas que ninguém entende, é justamente por esse gênio ruim que sua cabana vive cheia, com pessoas ansiosas por levar um xingamento daquela lenda da praia. Ou pra ver quem consegue, enfim, dobrar o coração do velho. E foi por isso que o bar da cabana ficou em silêncio naquele dia.
Um morador do sertão baiano, na cidade à procura de emprego, contava sua vida. A história era contada entre goladas de cerveja – paga por um turista argentino bem humorado – e todos prestavam atenção no pobre senhor que morava, como ele mesmo dizia, “pra lá da casa do Diabo”. Sentado num banco perto do balcão, ele falava pra todos, mas olhava mais pro dono da cabana de praia, que estava atrás do balcão com um paninho no ombro. O que levava todos a crer que éramos espectadores de um programa de TV protagonizado pelos dois, ali, ao vivo.
É claro que o sertanejo não falava dessa forma que escrevi e metade de nós passava o tempo todo perguntando “Hein? Que foi que ele falou ali?”, mas eu tentei simplificar um pouco.
- Lá onde eu moro – disse o sertanejo – todo mundo é tão pobre que nem se pode dormir até depois do Sol nascer, que acorda com a luz entrando pelo teto. Alguns de nós nem tem teto.
A platéia, chocada, se olhou com cara de “já imaginou? Nem teto!”. E o dono da cabana só olhando.
- A gente levanta e trata logo de comer uma farinha, que é pra agüentar o dia todo. Aí minha mulher e as mulheres das outras casas vão pra rua vender o artesanato.
O sertanejo mostrou o cordão, que tinha uma pequena escultura feita de barro.
- A gente sabe mexer com barro como ninguém.
E o dono da barraca, nada.
- Não vende muito bem não, mas dá pra comprar alguma coisa pra comer. No mês passado a gente comeu até queijo.
Sussurros pela cabana, “até queijo!”, em sinal de alegria pelo pobre senhor.
- E enquanto as mulheres fazem isso, eu e os outros homens separamos os tonéis de água.
Chegou ao ponto que todos esperavam. A água. A maior angustia de todos na cabana era imaginar como aquele povo fazia pra conseguir água – até barro eles tinham, água era o mínimo!
- E nós andamos. Andamos por uma, duas horas dependendo da direção do vento. E só carregando aqueles tonéis, pra trazer água pra todo mundo. E barro, claro, pras mulheres.
E todo mundo na cabana balançando a cabeça, imaginando o sofrimento daquele povo. O dono da cabana, impassível.
- A gente anda, chega no rio, enche tudo e volta. Volta mais devagar, claro. E aí é que fica mais difícil, porque o Sol começa a queimar. E Sol, no sertão, é mais forte que o daqui de Porto Seguro, que é onde ele só vem passar férias.
Risinhos na platéia. Menos do dono da cabana, que fingiu que não era com ele e limpou um pedaço do balcão.
- Aí, quando a gente chega em casa, nem tem tempo de descansar, vai logo ajudar a mulher. É difícil, viu, a vida no sertão...
E tomou mais um gole de cerveja. Todo mundo olhou pro dono da cabana. Era a hora do veredicto. E então, é difícil a vida no sertão? E o velho – e grosseiro – dono da cabana não perdeu a oportunidade:
- Entre ser pobre no meio do nada e ser pobre perto do rio, deixa de ser burro e te poupa da caminhada.
E foi, bufando, servir a turistada do outro lado.
Próximo tema: livre
Sentido!
A disciplina é um exercício de fluxo de ações (incluindo os pensamentos). Maduro ou imaturo, os pensamentos são experimentações únicas. Como não há verdade, apenas realidade, as verdades caem. As realidades se tornam fenômenos para a liberdade de pensamento. Se eu permeio a sua liberdade, a minha tende a permear o infinito. A soma de anarquia e disciplina é igual a respeito. Uma anarquia só funciona com o respeito individual. Uma vez que um grupo é formado por mais de um indivíduo, o respeito tende a multiplicar.
Estes sujeitos que tem a liberdade respeitada também têm que perceber a liberdade do outro e abrir as portas para as novas experimentações. Estou em um período longínquo e um indivíduo me diz por A mais B que a Terra é redonda e que não há precipícios colossais. Façamos uma viagem de respeito pelo indivíduo 'Natureza' e veremos até aonde nossos medos do 'Novo' pode castrar nossa anarquia disciplinada.

A anarquia não é possível por não haver revoluções ao seu favor e as revoluções de métodos políticos não se manifestam no globo disciplinadamente em sua totalidade. Revoluções comunistas fechadas se limitam ao Vietnã. As socialistas abertas têm um carro-chefe mal das pernas como Cuba.
A anarquia é um sentimento e uma falácia política. Por enquanto. Quem sabe a sua liberdade não a guia ao infinito?
Próx tema: Um chopp e a conta
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Copacabana
PRÓXIMO TEMA: Anarquia disciplinada.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Partida Derrotada
É 2010, ano de Copa do Mundo, é claro que estão de verde e amarelo.
É jogo do Brasil, todos estamos de verde e amarelo.
Todos no mundo vestem as cores de suas bandeiras.
Todos representam as cores de sua bandeiras.
Mas só em dia de jogo,
só em tempos de futebol.
E ontem? E naquele dia que você viu o mundo de cabeça pra baixo?
Todos os dias que as pessoas tem o que você não tem...
Todas as lágrimas dos desprivilegiados...
Todo o abraço inexistente pros desprovidos de carinho.
Tudo as derrotas em campo que não precisam de 11 jogadores:
precisam de todo mundo,
inclusive você.
Que triste.
PRÓXIMO TEMA: VITÓRIA
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Às reais possibilidades
Um vulto rápido na imensidão da parede branca.
Agarrei-te como uma criança agarra a sombra de Petter Pan.
Seu opostos apostaram na minha disponibilidade
E eu inocente
Me vi detido nas grades do seu seu nome
Que vaga ecoando na minha cabeça.
O prazer que sinto de novo
Não é nada menos que a felicidade de achar compatibilidade.
Ja era tarde para o acaso. Enfim, chegou.
Amar é surpresa!
TEMA: Pátria
domingo, 27 de junho de 2010
you are the winner
Eu acordei, e de repente me vi sentada, na minha cama, em frente a tv, em casa, sã. Sem saber se tudo aquilo tinha realmente acontecido ou foi tudo fruto da minha imaginação... eu me perdi, e começou tudo de novo.
PRÓXIMO TEMA: O TEMPO.
sábado, 26 de junho de 2010
Do Re Mi Fa Sol, muito sol
Quando tinha 5 anos, imitava Michael Jackson de costas para minha família. Uma forma de fazer a vergonha ir embora e me fazer sentir o rei do pop por 4 gloriosos minutos. Me destacava desde novinho nas festinhas por me deixar levar pela vibração da música. Nas festas matinês que frequentava perguntavam constantemente se eu fazia parte de alguma aula de dança, como hip-hop ou dança de rua. Enquanto as pessoas revelavam suas vergonhas eu quebrava este mito ressonando a música com meu corpo.
Virei Dj aos 14 anos com ajuda de um amigo, tudo era tão novo e aprendi que não tocava pra mim. Eu tocava para as mulheres. Tocando para o coração e corpo das mulheres, elas apareciam e como consequência, eles iam atrás. Resultado? Festa completa! E até parece que muita gente não sabe que a música foi feita para 'elas'. Por causa delas que incontáveis músicas se tornaram verdadeiros mitos, clássicos e hits dos hits. Falo de música clássica até o funk do 'só love'.
No momento ouço um baita musicão, 'Jamiroquai - Cosmic Girl' do DVD Live at Montreux 2003. 'She's a cosmic girl', diz o refrão. Pelo groove e a forma que a letra é levada dá pra sentir o sex appeal intenso que é essa garota cósmica... Sem falar no groove que o jamiroquai se inspira: James Brown, o Rei do Groove e Michael Jackson (ontem, fez 1 ano de sua morte), o Rei do Pop.
Se for falar da world music, passando pela brasileira, pela argentina, pela francesa, cubana, jamaicana, africana e sobretudo todas as regionais, a música se realoca como sinônimo de atmosfera artificial. Não menos gostosa que a original, mas como um tempero pra lá de gostoso ou não. Dependendo do acompanhamento, o prato principal pode perder pra sobremesa, ou dependendo de que qualidade for feita, o restaurante é fechado.
Como tenho o monopólio deste post que escrevo, tomei a liberdade de citar minhas maiores influências musicais. Algumas. Algumas de inúmeras. Então, lá vai:
- Guns n Roses
- Michael Jackson
- George Michael
- Jamiroquai
- Madonna
- Metallica
- Chemical Brothers
- Beatles
- Fatboy Slim
- Prodigy
- Green Day
- Oasis
- Nirvana
- Foo Fighters
- Dee-Lite
- Cássia Eller
- Jota Quest
- Gotan Project
- REM
-Silverchair
- Rage Against The Machine
- Audioslave
- Cidade Negra
- Carlos Santana
- Djavan
- Moby
- Dead Fish
- Queens of The Stone Age
- Beastie Boys
- Nação Zumbi
- Mombojó
- Los Hermanos
- New Kids On The Block
- Coldplay
- The Strokes
- Planet Hemp
- Raimundos
- Paralamas do Sucesso
E por falar em Jamiroquai...
Próximo tema: Bad Trip
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Vela da madrugada
Todos almejam. Poucos conseguem. Ah! Imaginem só o prazer em cápsulas. Para mim mera banalização de algo tão rico. Ou então, prazer injetável. Compraríamos ali no buteco do seu Manoel, esconderíamos em buestras calcinhas e calções e partiríamos rumo à felicidade. Vivenciaríamos um apocalipse, ao menos, prazeroso.
E a sensação? Aquela pontinha de arrepio inicial. Uma onda crescente de estímulos involuntários e paralíticos. Um não pensar consciente. Um vulcão em erupção.... Eureka!!!!
O prazer é a mulher capaz de fazer desperta-se em chamas. É o homem sendo um verdadeiro homem. São as coisas prosaicas que se tornam vida. É a vida em seus mais que cinco sentidos.
Simples.
Assim.
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