quinta-feira, 1 de abril de 2010

Balanço Geral Línguas Presas 01/04/10

Devido ao sucesso inesperado deste ano, me sinto na obrigação de compartilhar com vocês o que o Línguas Presas tem proporcionado em questão de acessos e alguns dados interessantes.

PS: Só tenho a agradecer à colaboração de TODOS nós e que o Línguas Presas continue ironizando o próprio nome, soltando cada vez mais línguas por aí afora.

Eis os dados:

3,297 visitas de 26 países

6,414 pageviews

Países que mais acessam:

1) Brasil
2) EUA
3) Portugal

Cidades que mais acessam:
1) Rio de Janeiro
2) Niterói
3) Juiz de Fora
4) São Paulo
5) Belo Horizonte

Colaboradores mais assíduos:
1) Gabriel Zambrone (28)
2) Renata Fontanetto (9)
3) João Soares (8)
4) Sara Tellado (7)
5) Clarissa Braga (6)

Posts mais acessados:
1) Ética ou Antiética (autora Pam Weitzel)
2) Não entorpecida penso que... (autora Sara Tellado)
3) Masturbação, Vício Solitário (autora Julinha O.Daniel)

Anos com mais posts:
1) 2008 (a ser batido) [44]
2) 2010 [40]
3) 2009 [25]

quarta-feira, 31 de março de 2010

Multiplicidade

Não há
Não há dualidade no mundo
que me convença que tenho dois lados
Não há controvérsias em mim
que me façam ganhar outro eu

Sou multiplo
Multiplo de sangue,
de sentimentos a mil
de olhares difusos
mirando nos prédios em construção
cada pedaço que falta para me erguer
Me tornar pleno.

Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquele velho espelho
Dualidade falsa e mítica
De alguém que tem só tem dois caminhos:
O de ser e o de não ser.

Sou muitos,
sou nada,
Tudo.

TEMA: AMOR

terça-feira, 30 de março de 2010

Justiça é o meu gozo

A minha justiça não é cega, impessoal e generosa.
Ela é matuta, controversa e asquerosa.

Se faz de santa, mãe de todos, pátria gentil.
Mas no fundo, todos sabem, pede um pileque para sustento próprio.

Cuidado: a balança não tira tara.
Não nasce justa por natureza e nem faz juz aos benditos homens.
Coitados homens.
Precocemente amaldiçoados.

O povo não quer justiça e sorrisos indolentes.
Quer ver sangue. Luta bandida.
Quem sabe até vá às ruas puxar a milésima carnavália do ano.
Tio Ibsen agradece.

Mande um e-mail ao Ibsen.
Peça razões aos Nardoni.
Lembre ao Lula sua greve de fome.
é muito pra você?
Vá na esquina da sua rua perguntar porque durmo aqui.
Respiro ralo.
Sonho com a turbulência.
E me entrego às drogas. à prostituição. a uma vida, que a meu ver, não tem essas palavras.

Perdidas. Há muito tempo.
Por sua culpa.
Justiça seria se você parasse de culpar o sistema.
Quer trocar de lugar?

Próximo tema: A(s) dualidade(s) do ser

domingo, 28 de março de 2010

À minha amante

Aquece meu corpo com teus beijos
Suaves carícias, ondas de prazer
Despe-me da solidão a que habito

Ressuscita meus desejos borbulhantes

Sacia-me como um amante

Deslumbrado por tuas curvas, chegando a sofrer


Contigo lambi os lábios da vida, essa louca entorpecida
À flor da boca, a pele do mar...

Em você encontrei uma libido vadia

Bombeando força

Querendo vibrar


Ama-me sem pressa, com poucas palavras
Com tuas mãos quentes, tua boca molhada

Encontre nos meus braços a porta do paraíso
Prazer tão completo, indecência dos humanos

Seja pelas bocas do profeta, pelas penas do poeta
Vem...


Morro ao saber e sentir que gozas o momento
Que saboreias o instante final
E que bem lentamente você morre
De amor... Amores...
Com o mais suave e delicioso prazer
De viver, de amar, de morrer.


Próximo tema: Justiça

sábado, 27 de março de 2010

Minha realidade fictícia

Se ao menos eu pudesse acreditar no que eu vejo... ah se eu pudesse.
Mas a realidade é tão absurda que muitas vezes nem me parece real.
Eu ando pelas ruas e vejo pessoas, prédios, carros. Nada disso é como é, ou como deveria ser.
É tudo distorcido do natural, fictício. Fico pensando até se não é imaginário.
Será mesmo que tudo é como eu vejo?
Se pararmos pra pensar no que é verdadeiramente natural, veremos um vida toda disforme. Quase como numa ficção científica, onde os genes são modificados e geram um ser altamente tóxico e violento. Nós somos esses seres. Modificados, tóxicos e violentos.
Nós destruímos o que era natural e criamos o que hoje conhecemos como mundo.
Se somos felizes ou não nesse mundo, cabe saber o grau toxicológico de cada um.
No entanto, é bom ressaltar que ainda existem seres que tentam se purificar e ser natural, que lutam para não ser uma aberração. Pessoas que não conseguem aceitar e nem acreditar na realidade, os meus queridos loucos.


Próximo Tema: Taquicardia



Metaforicamente falando

Uma manhã de sol, uma brisa agradável, um término de verão. Não podia reclamar de mais nada, tudo estava bem. Condições favoráveis para se viver alegremente em um mundo repleto de cores. Mas as cores não eram tão vivas e não eram mais minhas. Não eram mais de ninguém. Nada era mais de ninguém.

Indiscretamente, eu percebia a invasão de parasitas no meu ambiente antes tão feliz. Percebi também que um beijo, uma tosse, um "ai", eram motivos de discussão. Percebi que um passo tinha mais chance de ser em falso do que certo. Percebi, então, que nada mais era regido por mim, e sim pelo que os outros achavam do meu mundo: não conseguia sorrir sem imaginar alguém torcendo pra que eu chorasse, não conseguia andar sem imaginar alguém pedindo pra eu cair. Todos à minha volta queriam um furo, ao vivo e a cores.

Mas como?

Minhas cores já tinham desaparecido e tudo tinha virado preto e branco. Era impossivel conseguir congelar um momento em que eu estivesse fora do meu normal. Ou melhor, um momento que eu estivesse fora do meu Anormal.

Acho que eles desistiram, foram embora, e perceberam que existia uma barreira que impedia seus flashes, seus flashes que tiravam as cores da minha vida - ao invés de botá-las - , que tornavam tudo preto e branco...

Nenhum deles conseguiu mudar meu caminho pra espalhar pro mundo meus erros, eu simplesmente fui mais esperta, e saí do centro das atenções. Porque nem sempre estar ali no meio é o que você quer. Eu precisava acreditar que minha vida era muito mais do que um cotidiano vendido por maldade. Eu precisava acreditar que ainda existiam pessoas que torciam pro meu bem.

Eles eram paparazzis da vida, que tentaram medir a importância das minhas atitudes e mostrar pro mundo como eu era imperfeita. Mas ninguém precisava me provar isso, se eu não tivesse defeitos ou não errasse, essa sim, seria a maior das imperfeições.



Próximo tema: Ficção Científica

Sem título.

Tento num último esforço inventar alguma coisa. Inútil. Eu só sei viver. A ausência de mim mesma acabou por me fazer cair dentro da noite e pacificada, escurecida e fresca, comecei a morrer. Depois morri docemente, como se fosse um fantasma. Não tem como saber de mais nada sobre mim porque eu morri. Pode adivinhar-se apenas que no fim eu também estava sendo feliz como uma coisa ou uma criatura podem ser. Porque eu nasci para o essencial, para viver ou morrer. E o intermediário é o sofrimento.Minha existência foi tão completa e tão ligada à verdade que na hora de me entregar e findar-me, teria pensado, se tivesse o hábito de pensar:Eu nunca fui. Também não se sabe o que foi feito de mim. A uma vida tão bela deve ter se seguido uma morte tão bela também. Certamente hoje sou grãos de terra. Olho para cima, olho para o céu, durante todo o tempo. Às vezes chove, eu fico cheia e redonda nos meus grãos. Depois vou secando com o estio e qualquer vento me dispersa. Eu sou eterna agora.

Próximo tema: Paparazzi.

O desejo de todos os seres humanos

http://criar-se.blogspot.com/
Tirei então. haha.

Falando sério:


Mate-me devagar
Com suas palavras doces de amor
Faça-me chorar o mais rápido que puder
Para eu não ir embora cedo demais
Beije-me o máximo que conseguir para eu me apaixonar
No instante exato da minha vulnerabilidade

Eu quero,
Eu deixo.

próximo tema: Morte

Muro Volátil

Pode curvar. Mas não beije o chão. Deixa que o papa o faça. A notoriedade deixa de ser mero brilho quando o mesmo brilho se torna constante. Somos pequenas estrelas ambulantes que fazemos a diferença pra algo em alguma coisa. Até as estrelas mais apagadas têm luz. Uma luz medíocre, apesar de insensata, é luz.

Eu respeito a Lua. A luz que emana não é sua. Mas é por uma boa causa. Como você usa esta luz é que vai dimensionar o tamanho do seu feixe. Seu feixe nada mais é a amplitude que sua luz atinge e como atinge. Existem feixes de luz negra, fluorescente e incandecentes. Desejo ser a incandecente. Que incendeia e esquenta todos os seres frios, com pés e cabeças moldadas rumo ao pôr-do-sol.

O respeito na escuridão é a luz da lanterna que conforta, desafia toda solidão e escassez de um mundo rodeado por entrelinhas, artimanhas e patifarias.

A mulher que desfila no viaduto, se for a mesma que perambula pelos palanques matutos, é o calor do vento. Respeito seu peito, tua bunda, vosso dorso. Um corpo de respeito. Um andar meio sem jeito. Um talento bravo, elegante, sincero.

Respeito é um muro volátil que varia de tamanho, cor e devaneios do superego. É o intelecto que fica cego. É o martelo que fixa o prego o aviso: 'Desce deste muro, invasor insolente'. Mal sabe ela que o meliante é carente e crente que o coração vem da mente.

Levanto ao acabar a apresentação, levanto para falar com a nação, levanto para entrares na refeição, levanto parabenizando a ação, levanto para rodear o tesão, levanto para te olhar de cima à baixo, admirando feito que te respeito.

Tenho respeito à todos que fazem desse mundo o mundo imperfeito, sinceramente, bem feito. Do sol nascente vermelho, ao pôr-do-sol sem medo.

Próximo tema: Tire Onda de Poeta

segunda-feira, 22 de março de 2010

Chuva de saudade

O meu cheiro de chuva hoje tem cheiro de gente.
Pessoas. Sorrisos. Olhares. Abraços. Beijos.
Lágrimas.
Gotas de alegria, muitas delas.

Foi tão bom acordar e saborear meu dia com vocês.
Tão gostoso quanto abrir a janela de manhã bem cedinho e sentir a pureza do lado de fora.
Sorrir para o mundo de uma maneira diferente.
Chorar por motivos sólidos. Ou bobos.
Me apaixonar por tudo e por muitos.
Dizer bom dia, mesmo não ganhando nada em troca.
Dar minha cara a tapas por certas pessoas.
Ter paciência.
Ter muita paciência.
Encarar uma menina de jeito adorável e despirulitada.
Dizer Eu te amo, mesmo que seja só por dentro.

Chuva sempre vem. E o cheiro que ela deixa depois é sempre o mesmo.
Bom de sentir. Dá até vontade de guardar num potinho!
Eu sempre virei, mesmo não estando tão por perto.
E o meu sentimento será sempre o mesmo.

Não quero nem pensar que vocês não vão sentir minha falta!
Se vocês me abandonarem afogo todos num copo de coca-cola!!!!!

Aos que sabem do que estou falando: Eu amo vocês.
E aos que não entenderam: muito obrigada.

Jo, desculpa por fugir um pouquinho do tema.
=]


Próximo tema: Respeito