Como num conto de fadas, surgiu um herói pra acalmar os pesadelos dos apaixonados. Suas palavras em bilhetinhos azuis talvez fossem cumplices dos desamores e desilusões, mas eu agradeço por esse cara ter surgido no mundo. Parte da burguesia, ele acreditava na inocência do prazer, mas não esquecia que ser exagerado fazia parte do seu show. A vida não doía, morrer não doía, para ele, era tudo festa enquanto a festa rolasse. Por culpa da sociedade hipócrita, ele queria esquecer de quem era o poder, mas seu codinome beija-flor não o deixava ficar parado, ele queria voar pelo mundo e ser quem não era. Ele queria mudar o planeta com suas palavras de poeta. Acreditava que o Brasil iria ensinar o mundo, mas que esse era um moinho, e não parava, enquanto a paixão não fizesse congelar os sorrisos. A incapacidade de amar do jovem deixava sua cabeça fora do lugar, e uma luz negra surgia nos seus dias, levando embora os caminhos que já havia traçado. Pousando de star, acreditava na necessidade de dizer 'te amo', mas no rock in geral, tentava falar de poema, sexo e preconceito. Um ritual de maioridade, uma malandragem bizarra diante de uma modernidade tão burra, mas ele sabia que não havia perdão para o chato - por isso não o era. Ele tentava ser o que ninguém conseguia, e mais feliz que todos, dizia: "o tempo não pára". Ainda assim, se sentia largado no mundo, por ser tão oposto dos que estavam tão perto dele. Cazuza era oriental, portuga, filho unico, garoto de bauru, maior abandonado, menino mimado, cavalo calado, billy negão, cazuza era tudo e todos ao mesmo tempo, representava o certo e o errado, o bom e o mau, a vida e a morte, o amor. Não tinha uma ideologia, não tinha uma doralinda, uma camila, uma flor, um bebê, uma bete balanço. Mas um pedaço do seu coração era da ânsia, de fazer da pedra, da flor e do espinho uma união eterna, e esconder os pontos fracos dos alheios. Acreditava na insanidade, na incapacidade de amar, no mal nenhum. Vivia na era medieval II, mas era sem vergonha, não gostava de solidão - que nada. Queria que o dia nascesse feliz todos os dias, por quase um segundo... Se perguntava por que a gente é assim, e retratava nos blues da piedade, a tristeza por ver que a vida estava longe de ser eternizada. Certo dia na cidade, numa quarta-feira, deu boas novas a vida: foi embora, pegou um trem para as estrelas, levou todo o amor que houver nessa vida, e partiu, mostrando que a vida louca vida é breve, e que ninguém morre se não tiver deixado uma marca, e sua marca foi tão grande, que pra escrever sobre ele, só mesmo com as suas proprias músicas.
Se heavy love fez mulheres sem razão encontrarem um rumo, suas palavras mudaram a minha vida. E como numa guerra civil, vai à luta, e saiba que a vida não é facil, pois um pedaço do meu coração contém os seus versos. Um dia eu vou encontrar o poeta que fez o tempo parar, exageradamente.
Próximo tema: Marionetes
Bilhões de letras, Milhões de palavras, Milhares de frases, Centenas de Idéias, Dezenas de participantes e apenas UM tema. O resto são zilhões de coisas malucas. Se descubra.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Inexistindo
Você fez tudo aquilo que não deveria ter feito. Depois de meses em silêncio eu te escuto. E tudo aquilo parece-me mais um monte de palavras desconexas e irritantes. Eu queria que você se calasse.
Por favor, a partir de agora, eu deixei de existir para você. Por favor, pare de ligar. Por favor, me deuxe viver minha vida. Pare de viver na minha sombra, pare de pronunciar o meu nome. Você me cansa. Me mata. Me tira a vida a sua voz. Sua voz e o meu nome. Tira-me a vida. Eu não quero. Eu não permito.
A partir de hoje você não tem o direito de falar nada sobre mim. Eu não morri, eu não vivi, eu não te amei, eu nunca, nunca te disse nenhuma palavra doce ou cruel. Eu simplesmente não existi. Eu não existo. Por favor, me deixe não existir. Deixe-me ser apenas uma pessoa esquecida.
Apenas a partir de hoje. Por hoje. Deixe que eu inexista sozinha com os meus inexistentes amores. Deixe que eu caia inexistencialmente nos bares de nuvem. Por favor. Deixe-me não viver apenas a partir de hoje.
Depois, se depois que eu passar a existir, quiseres falar de mim. Fale. Mas não por hoje. Hoje não. Hoje você se cala sobre mim ou voce virará a mulher do padre.
Grata.
Próximo tema: Cazuza
Por favor, a partir de agora, eu deixei de existir para você. Por favor, pare de ligar. Por favor, me deuxe viver minha vida. Pare de viver na minha sombra, pare de pronunciar o meu nome. Você me cansa. Me mata. Me tira a vida a sua voz. Sua voz e o meu nome. Tira-me a vida. Eu não quero. Eu não permito.
A partir de hoje você não tem o direito de falar nada sobre mim. Eu não morri, eu não vivi, eu não te amei, eu nunca, nunca te disse nenhuma palavra doce ou cruel. Eu simplesmente não existi. Eu não existo. Por favor, me deixe não existir. Deixe-me ser apenas uma pessoa esquecida.
Apenas a partir de hoje. Por hoje. Deixe que eu inexista sozinha com os meus inexistentes amores. Deixe que eu caia inexistencialmente nos bares de nuvem. Por favor. Deixe-me não viver apenas a partir de hoje.
Depois, se depois que eu passar a existir, quiseres falar de mim. Fale. Mas não por hoje. Hoje não. Hoje você se cala sobre mim ou voce virará a mulher do padre.
Grata.
Próximo tema: Cazuza
domingo, 11 de abril de 2010
Villano de mi vida
Santos. São heróis fantasmas. Sopranos em destaque. Aqueles são a efusão em forma de gente. Mas cada indivíduo é herói de si mesmo. Uns mais, outros menos. Naturalmente. Qual seria um ápice de um herói? "Meus heróis morreram de overdose".

Um complexo de servidão e exemplos a serem seguidos em sã consciência. Lavagem cerebral do bem. Uma coisa afirmo com precisão: Precisamos de vilões. Sem eles os nossos(seus/meus) heróis não teríam função alguma. Meu herói sou eu mesmo que venci a batalha biológica, a primeira corrida de minha vida. A dos espermatozóides. Meu primeiro instinto heróico.
É bom diferenciar heróis de mártires. Os heróis estão vivos. Estão emanando correções tradicionalistas e liberais em todas as sociedades do mundo. Cada um de cada forma/jeito/proporção diferente. Como no caso os bombeiros que trabalham sem parar no morro do Bumba (na minha Niterói) ou na arte musical contemporânea que me alenta agora ouvindo 'Bajofondo - Zitarrosa'.
Cada um é o herói que é, não o que merece. O merecimento é dado por nossas interpretações e visões. Muitos heróis ficam à margem de qualquer holofote. O desafio é desafiar todo o seu superego que te bloqueia de ser uma pessoa mais autêntica e melhor. Faça seu próprio julgamento antes de ser julgado. Tenha uma consciência clara e equilibrada de seus princípios e respeito pela humanidade. Mesmo que esta humanidade seja do tamanho de uma residência com míseras 3 pessoas.
O herói do filme que viu hoje não salvará sua vida. Não o fará melhor se o melhor persistir em manter-se calado, atado em seu próprio sangue. Faça-o jorrar. Ou então continue a estagnar seu sangue pra lá de coagulado.
Hasta la vista, villano de mi vida.
Próximo tema: Desabafo

Um complexo de servidão e exemplos a serem seguidos em sã consciência. Lavagem cerebral do bem. Uma coisa afirmo com precisão: Precisamos de vilões. Sem eles os nossos(seus/meus) heróis não teríam função alguma. Meu herói sou eu mesmo que venci a batalha biológica, a primeira corrida de minha vida. A dos espermatozóides. Meu primeiro instinto heróico.
É bom diferenciar heróis de mártires. Os heróis estão vivos. Estão emanando correções tradicionalistas e liberais em todas as sociedades do mundo. Cada um de cada forma/jeito/proporção diferente. Como no caso os bombeiros que trabalham sem parar no morro do Bumba (na minha Niterói) ou na arte musical contemporânea que me alenta agora ouvindo 'Bajofondo - Zitarrosa'.
Cada um é o herói que é, não o que merece. O merecimento é dado por nossas interpretações e visões. Muitos heróis ficam à margem de qualquer holofote. O desafio é desafiar todo o seu superego que te bloqueia de ser uma pessoa mais autêntica e melhor. Faça seu próprio julgamento antes de ser julgado. Tenha uma consciência clara e equilibrada de seus princípios e respeito pela humanidade. Mesmo que esta humanidade seja do tamanho de uma residência com míseras 3 pessoas.
O herói do filme que viu hoje não salvará sua vida. Não o fará melhor se o melhor persistir em manter-se calado, atado em seu próprio sangue. Faça-o jorrar. Ou então continue a estagnar seu sangue pra lá de coagulado.
Hasta la vista, villano de mi vida.
Próximo tema: Desabafo
sábado, 10 de abril de 2010
Palavras apaixonadas
Ahhhhh, o melhor dia.
Ou poderia dizer, os melhores dias!
Não consigo imaginar um único dia que possa ser considerado o melhor em essência. Sendo sincera, até consigo. Mas a fluidez dos meus dias implora pelos momentos mais ávidos de vontade!
Como por exemplo, o que seria de mim sem ter acordado às seis horas da manhã, durante uma viagem, com as melhores amigas que eu não pedi, simplesmenta ganhei de presente. Para fazer o que mesmo? Fazer uma visita à SUPER HIPER MEGA cachoeira do hotel. Não estava frio, estava congelante! Tínhamos chinelinhos nos pés, micro biquinis (TODAS se querendo pros meninos ao lado) e um sorriso no rosto. Que ideia ridícula e estúpida! Mas nenhum som era mais alto do que o das nossas risadas. E nada foi mais engraçado do que descobrir que a "cachoeira" era uma poça. Vale falar da lama?
Qual sentido eu daria à vida se não tivesse virado a noite dançando igual à Beyoncé. Cidade pequena. Amigas felizes. Embriagadíssimas de vinho. Trocando os pés, literalmente. Se estivéssemos no Rio, teríamos sido corajosas o suficiente para andar a cidade inteira fantasiadas do jeito que estávamos? (Créditos ao vinho, por favor.) Inúmeros 'fiu-fius' lançados, batom vermelho, unhas devidamente sensuais, caras e bocas. "Vocês estão bêbadas?" Nãaaaaaaaao, imagiiina. Estamos apenas sendo felizes. E fomos. Porque terminar a noite, depois de ter roubado todos os rebolados da Shakira, dentro da caixa de papelão, no MEIO da pista de dança. Chegamos em casa pro café da manhã? NÃO TEM PREÇO!
O que eu poderia contar para os meus filhos se eu não tivesse pleitado meus pais? Sumido durante um dia inteiro dentro de um acampamento só para poder brincar de pique-esconde por mais tempo? Eu era a dona do mundo, senhorinha do meu nariz e muito gente grande! Brincadeiras eram a minha lição de casa. Eu ia casar com o Robin e ser a nova mulher gata! Felizmente, ou infelizmente, eu não tinha a sagacidade dos adultos e não me preocupava se minha mãe estava carregando uma barriga de oito meses. Pirralha da boa, levada da breca, moleca de primeira.
Meus netos não existiriam se eu não soubesse o que era amor. Dentro da sala do cinema, um olhar lânguido e surpreso. Palavras soltas ao pé do ouvido: "Eu te amo". Para mim! As palavras foram minhas, e são minhas, por dois segundos. Só meu, puro egoísmo. O amor do primeiro. Você foi o primeiro, doces lembranças quando digo isso. E não só o amor dele. Amor quando ao sair de casa, minha mãe abre um berreiro de preocupação. Amor quando meu pai, virado do plantão do trabalho, ignora o sono e se senta para conversar comigo no café da manhã. O maior homem que eu conheço. Igual a ele, jamais. Amor quando meu irmão liga de uma viagem, eu atendo e falo que estou com saudade e ele diz, cheio de pré-adolescência: "Fala sério, Renata!". Amor quando vejo o rostinho de muitos e meu maior objetivo é arrancar um sorriso.
O melhor dia era aquele que comemoramos o término do vestibular. Dormimos pela sala! Largadas no chão! Doce na panela, filme no DVD, celulites devidamente engordadas. O melhor dia foi quando chegamos de madrugada e descobrimos que você esqueceu a chave de casa. Pulamos o muro, lembra? Quase estatelei a cara no chão. O melhor dia foi quando eu dei minha chapinha de cabelo! Assumi quem eu verdadeiramente quero ser e mandei um foda-se para estereótipos. O melhor dia foi cantar junto com o Chris Martin e jurar para a minha amiga que a gente VAI no Woodstock brasileiro e iremos cantar junto com o Linkin Park. O melhor dia foram todos os dias de Pedro Segundo.
O melhor dia é aquele que a gente faz. Ou aquele que acontece.
Próximo tema: Grandes heróis.
Ou poderia dizer, os melhores dias!
Não consigo imaginar um único dia que possa ser considerado o melhor em essência. Sendo sincera, até consigo. Mas a fluidez dos meus dias implora pelos momentos mais ávidos de vontade!
Como por exemplo, o que seria de mim sem ter acordado às seis horas da manhã, durante uma viagem, com as melhores amigas que eu não pedi, simplesmenta ganhei de presente. Para fazer o que mesmo? Fazer uma visita à SUPER HIPER MEGA cachoeira do hotel. Não estava frio, estava congelante! Tínhamos chinelinhos nos pés, micro biquinis (TODAS se querendo pros meninos ao lado) e um sorriso no rosto. Que ideia ridícula e estúpida! Mas nenhum som era mais alto do que o das nossas risadas. E nada foi mais engraçado do que descobrir que a "cachoeira" era uma poça. Vale falar da lama?
Qual sentido eu daria à vida se não tivesse virado a noite dançando igual à Beyoncé. Cidade pequena. Amigas felizes. Embriagadíssimas de vinho. Trocando os pés, literalmente. Se estivéssemos no Rio, teríamos sido corajosas o suficiente para andar a cidade inteira fantasiadas do jeito que estávamos? (Créditos ao vinho, por favor.) Inúmeros 'fiu-fius' lançados, batom vermelho, unhas devidamente sensuais, caras e bocas. "Vocês estão bêbadas?" Nãaaaaaaaao, imagiiina. Estamos apenas sendo felizes. E fomos. Porque terminar a noite, depois de ter roubado todos os rebolados da Shakira, dentro da caixa de papelão, no MEIO da pista de dança. Chegamos em casa pro café da manhã? NÃO TEM PREÇO!
O que eu poderia contar para os meus filhos se eu não tivesse pleitado meus pais? Sumido durante um dia inteiro dentro de um acampamento só para poder brincar de pique-esconde por mais tempo? Eu era a dona do mundo, senhorinha do meu nariz e muito gente grande! Brincadeiras eram a minha lição de casa. Eu ia casar com o Robin e ser a nova mulher gata! Felizmente, ou infelizmente, eu não tinha a sagacidade dos adultos e não me preocupava se minha mãe estava carregando uma barriga de oito meses. Pirralha da boa, levada da breca, moleca de primeira.
Meus netos não existiriam se eu não soubesse o que era amor. Dentro da sala do cinema, um olhar lânguido e surpreso. Palavras soltas ao pé do ouvido: "Eu te amo". Para mim! As palavras foram minhas, e são minhas, por dois segundos. Só meu, puro egoísmo. O amor do primeiro. Você foi o primeiro, doces lembranças quando digo isso. E não só o amor dele. Amor quando ao sair de casa, minha mãe abre um berreiro de preocupação. Amor quando meu pai, virado do plantão do trabalho, ignora o sono e se senta para conversar comigo no café da manhã. O maior homem que eu conheço. Igual a ele, jamais. Amor quando meu irmão liga de uma viagem, eu atendo e falo que estou com saudade e ele diz, cheio de pré-adolescência: "Fala sério, Renata!". Amor quando vejo o rostinho de muitos e meu maior objetivo é arrancar um sorriso.
O melhor dia era aquele que comemoramos o término do vestibular. Dormimos pela sala! Largadas no chão! Doce na panela, filme no DVD, celulites devidamente engordadas. O melhor dia foi quando chegamos de madrugada e descobrimos que você esqueceu a chave de casa. Pulamos o muro, lembra? Quase estatelei a cara no chão. O melhor dia foi quando eu dei minha chapinha de cabelo! Assumi quem eu verdadeiramente quero ser e mandei um foda-se para estereótipos. O melhor dia foi cantar junto com o Chris Martin e jurar para a minha amiga que a gente VAI no Woodstock brasileiro e iremos cantar junto com o Linkin Park. O melhor dia foram todos os dias de Pedro Segundo.
O melhor dia é aquele que a gente faz. Ou aquele que acontece.
Próximo tema: Grandes heróis.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Viva La Vida
Lágrimas, brigas, lamentos, braços entrelaçados, mas não é amor.
Discussões, traições, pernas entrelaçadas, mas não é paixão.
Tudo junto, um mix de percepções e atitudes inconsequentes.
Tudo faz parte de mim, mesmo que eu não queira.
Como um chocolate, e o que não é amor desaparece.
O desamor some, a solidão vai embora, são atitudes premeditadas.
Kitkat, orgasmos, sauna, futebol.
Sinto as pernas entrelaçadas, e é amor.
Meu mix é bem-vindo, viva la vida no Ipod,
um show na Apoteose, borboletas voando,
um sorvete num fim de tarde, uma mentira gostosa,
e eu me divirto, só isso...
Os flashes disparam diante do movimento, congelando o que parece não parar.
Um sorriso pra minha Nikon, e meu dia está feito.
uma promessa de eternidade, um açaí no bibi.
um céu azul, uma chuvINHA de fim de tarde,
e eu me divirto, só isso...
00 na sexta, maracanã no domingo, churrasco.
uma cerveja no pires, uma declaração de amor,
uma carta da prima, friends, todas as temporadas.
um dia sem tons altos, sem tons pastéis, sem teus tons.
"love of my life, can't you see?" pixado nos muros da cidade.
quem diria... eu me senti melhor.
um livro, um novo capítulo, uma nova amizade,
insônia, conversar até as 5h30 com alguém,
dividir vontades, priorizar você,
ou pernas entrelaçadas mesmo... dormir sorrindo,
nos braços entrelaçados mesmo.
eu queria me divertir, mas vi que pra isso eu só preciso viver :)
PRÓXIMO TEMA: O melhor dia da sua vida.
Discussões, traições, pernas entrelaçadas, mas não é paixão.
Tudo junto, um mix de percepções e atitudes inconsequentes.
Tudo faz parte de mim, mesmo que eu não queira.
Como um chocolate, e o que não é amor desaparece.
O desamor some, a solidão vai embora, são atitudes premeditadas.
Kitkat, orgasmos, sauna, futebol.
Sinto as pernas entrelaçadas, e é amor.
Meu mix é bem-vindo, viva la vida no Ipod,
um show na Apoteose, borboletas voando,
um sorvete num fim de tarde, uma mentira gostosa,
e eu me divirto, só isso...
Os flashes disparam diante do movimento, congelando o que parece não parar.
Um sorriso pra minha Nikon, e meu dia está feito.
uma promessa de eternidade, um açaí no bibi.
um céu azul, uma chuvINHA de fim de tarde,
e eu me divirto, só isso...
00 na sexta, maracanã no domingo, churrasco.
uma cerveja no pires, uma declaração de amor,
uma carta da prima, friends, todas as temporadas.
um dia sem tons altos, sem tons pastéis, sem teus tons.
"love of my life, can't you see?" pixado nos muros da cidade.
quem diria... eu me senti melhor.
um livro, um novo capítulo, uma nova amizade,
insônia, conversar até as 5h30 com alguém,
dividir vontades, priorizar você,
ou pernas entrelaçadas mesmo... dormir sorrindo,
nos braços entrelaçados mesmo.
eu queria me divertir, mas vi que pra isso eu só preciso viver :)
PRÓXIMO TEMA: O melhor dia da sua vida.
Strip Club
Acaso ainda não percebestes que tudo isso é um jogo?
Ficas aí, parado, a me olhar com estes olhos de gato,
Querendo dar o bote.
Sinto te dizer, mas não sou tua presa.
Aprecio teu entusiasmo enquanto produzo meu show.
Mas não fique iludido, meu bem.
Também existem outros a serem distraídos.
A noite cai e ninguém percebe.
O ambiente esquenta e continua escuro.
Teus olhos de gato continuam fixos em mim, enquanto danço.
Sim, és um gato que mia, nervoso.
Só que não sou teu rato. Tampouco gato ou cão.
Sou uma leoa.
Próximo tema: O que você faz para se sentir melhor?
Ficas aí, parado, a me olhar com estes olhos de gato,
Querendo dar o bote.
Sinto te dizer, mas não sou tua presa.
Aprecio teu entusiasmo enquanto produzo meu show.
Mas não fique iludido, meu bem.
Também existem outros a serem distraídos.
A noite cai e ninguém percebe.
O ambiente esquenta e continua escuro.
Teus olhos de gato continuam fixos em mim, enquanto danço.
Sim, és um gato que mia, nervoso.
Só que não sou teu rato. Tampouco gato ou cão.
Sou uma leoa.
Próximo tema: O que você faz para se sentir melhor?
terça-feira, 6 de abril de 2010
Uma alternativa
Não consigo visualizar uma sociedade alternativa...
Talvez ela não desse certo. Nós nunca tivemos essa expericência, concordo (e quem vier dizer que os hippies foram um exemplo, eu pergunto se foram mesmo: eles buscavam protesto, rebeldia, fugir da imbecilidade da época, mostrar ao mundo o quanto estão tristes com o rumo que ele tomou. Creio eu, que não houve uma conversa, um concentimento em formar uma sociedade alternativa, mas sim uma identificação para com o semelhante e uma maneira de se ajudar, comunicar, sobreviver no mundo de uma só sociedade. A sociedade alternativa dos hippies começou sem eles saberem e acabou sem eles lutarem pelo contrário), mas eu acho que não daria certo.
Não há como duas sociedades conviverem alternativamente. E se formos parar pra pensar, ja vivemos em sociedades diferentes, uma alternativa à outra: a sociedade japonesa, a brasileira, a africana, a indígena, a americana, com seus costumes, linguas, leis...
Não consigo visualizar uma sociedade alternativa...
Talvez seja melhor pensarmos em uma alternativa para a sociedade.
TEMA: OLHOS DE GATO
Talvez ela não desse certo. Nós nunca tivemos essa expericência, concordo (e quem vier dizer que os hippies foram um exemplo, eu pergunto se foram mesmo: eles buscavam protesto, rebeldia, fugir da imbecilidade da época, mostrar ao mundo o quanto estão tristes com o rumo que ele tomou. Creio eu, que não houve uma conversa, um concentimento em formar uma sociedade alternativa, mas sim uma identificação para com o semelhante e uma maneira de se ajudar, comunicar, sobreviver no mundo de uma só sociedade. A sociedade alternativa dos hippies começou sem eles saberem e acabou sem eles lutarem pelo contrário), mas eu acho que não daria certo.
Não há como duas sociedades conviverem alternativamente. E se formos parar pra pensar, ja vivemos em sociedades diferentes, uma alternativa à outra: a sociedade japonesa, a brasileira, a africana, a indígena, a americana, com seus costumes, linguas, leis...
Não consigo visualizar uma sociedade alternativa...
Talvez seja melhor pensarmos em uma alternativa para a sociedade.
TEMA: OLHOS DE GATO
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Ahh, o amor...
Sem definições. Explicar o quanto a gente fica bobo? Explicar como tudo passa a ser tão bonito? A felicidade é tão gritante que nada nos tira do sério! São as declarações fervorosas... As vozes calmas, a respiração profunda. São as viagens, as fotos, as diversões. São os abraços calorosos, os beijos deliciosos, o olhar que penetra sua alma. São as noites bem dormidas de conchinha, dois em um. É o sexo quase tântrico. São os presentes. São os sorrisos do outro que te deixam tão feliz. O cafuné gostoso, a massagem relaxante, as músicas que os dois ouvem juntos e se lembram quando estão distantes. É olhar para os outros, e ver que ninguém te preenche tanto quanto a pessoa que você ama. É se sentir totalmente sozinho quando está longe dela. É a preocupação, a falta de egoísmo, é a vontade de querer ver o outro sempre bem, sempre feliz, sempre satisfeito. É a tristeza que nos invade quando as brigas acontecem. É quando a gente vai atrás de quem ama e pede desculpas, porque não agüenta ficar longe. É quando as brigas sempre fortalecem o sentimento puro. É a perseverança, os dois abrindo mão de algumas coisas e planejando sonhos. Lutando pra realizá-los juntos. É a vontade de casar, ter filhos, enfrentar tudo e todos pra nunca se separarem. É publicar e extravasar pro mundo o tamanho da felicidade que não cabe dentro do peito. É se completarem. É o sentimento mais sereno, e perfeito quando recíproco. É o que dá sentido pra vida, que fica sem graça quando o amor não existe por perto... É aquilo que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda.
"O amor não possui regras.
Mas conseqüências:
Respeito, carinho;
Erro, perdão;
Corpos, união;
Almas, conjunto.
O amor não possui língua própria.
Só a minha, a sua e a dos outros.
É universal no raro momento em que
estamos sozinhos um para o outro.
Dizendo amor.
Querendo amor.
Fazendo amor...
O amor não recrimina. As pessoas, sim.
O amor não separa. As pessoas, sim.
O amor espera. As pessoas, não.
O amor não cabe em palavras.
Mas conhece o código e a chave dos corações.
Inunda, alastra, contamina. O amor alucina.
Talvez seja esta a nossa sina.
Pelo visto, nada sei do amor.
Mas desconfio de que ele saiba quem somos."
PRÓXIMO TEMA: Sociedade Alternativa
"O amor não possui regras.
Mas conseqüências:
Respeito, carinho;
Erro, perdão;
Corpos, união;
Almas, conjunto.
O amor não possui língua própria.
Só a minha, a sua e a dos outros.
É universal no raro momento em que
estamos sozinhos um para o outro.
Dizendo amor.
Querendo amor.
Fazendo amor...
O amor não recrimina. As pessoas, sim.
O amor não separa. As pessoas, sim.
O amor espera. As pessoas, não.
O amor não cabe em palavras.
Mas conhece o código e a chave dos corações.
Inunda, alastra, contamina. O amor alucina.
Talvez seja esta a nossa sina.
Pelo visto, nada sei do amor.
Mas desconfio de que ele saiba quem somos."
PRÓXIMO TEMA: Sociedade Alternativa
Insuficiência Cardíaca
A boca esconde palavras que o peito teme em dizer
Minha falta de atividade cardíaca me impede de compreender
Então, ouso apenas observar
As mãos, os olhos, os beijos
Começo a respirar ofegante, como se não pudesse ver
Só de olhar, fere
Sinto doer o que resta de tudo aquilo que um dia tive
Me amarga a boca, me aperta o estômago
E nem me lembro porque
Sinto perto um outro coração bater
Tão cheio de vida, não é o meu
Ele pulsa, vibrante
Me inveja
Minha doença incurável, irremediável
Me privou de viver o que todos buscam
Me ensinou a ver beleza na tristeza
É difícil me reconhecer
Nessa insuficiência, nesse medo dele parar de novo
E eu, muito provavelmente, morrer
Alio-me a minha boca que beija e não sente
E canta e escondendo os mais puros versos
Que meu coração ainda teima em criar
Volto a assistir o mundo amante
Esperando algum dia achar a minha cura
Próximo tema: Sociedade Alternativa
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Balanço Geral Línguas Presas 01/04/10
Devido ao sucesso inesperado deste ano, me sinto na obrigação de compartilhar com vocês o que o Línguas Presas tem proporcionado em questão de acessos e alguns dados interessantes.
PS: Só tenho a agradecer à colaboração de TODOS nós e que o Línguas Presas continue ironizando o próprio nome, soltando cada vez mais línguas por aí afora.
Eis os dados:
3,297 visitas de 26 países
6,414 pageviews
Países que mais acessam:

1) Brasil
2) EUA
3) Portugal
Cidades que mais acessam:
1) Rio de Janeiro
2) Niterói
3) Juiz de Fora
4) São Paulo
5) Belo Horizonte
Colaboradores mais assíduos:
1) Gabriel Zambrone (28)
2) Renata Fontanetto (9)
3) João Soares (8)
4) Sara Tellado (7)
5) Clarissa Braga (6)
Posts mais acessados:
1) Ética ou Antiética (autora Pam Weitzel)
2) Não entorpecida penso que... (autora Sara Tellado)
3) Masturbação, Vício Solitário (autora Julinha O.Daniel)
Anos com mais posts:
1) 2008 (a ser batido) [44]
2) 2010 [40]
3) 2009 [25]
PS: Só tenho a agradecer à colaboração de TODOS nós e que o Línguas Presas continue ironizando o próprio nome, soltando cada vez mais línguas por aí afora.
Eis os dados:
3,297 visitas de 26 países
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Países que mais acessam:
1) Brasil
2) EUA
3) Portugal
Cidades que mais acessam:
1) Rio de Janeiro
2) Niterói
3) Juiz de Fora
4) São Paulo
5) Belo Horizonte
Colaboradores mais assíduos:
1) Gabriel Zambrone (28)
2) Renata Fontanetto (9)
3) João Soares (8)
4) Sara Tellado (7)
5) Clarissa Braga (6)
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1) Ética ou Antiética (autora Pam Weitzel)
2) Não entorpecida penso que... (autora Sara Tellado)
3) Masturbação, Vício Solitário (autora Julinha O.Daniel)
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2) 2010 [40]
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