Mostrando postagens com marcador normalidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador normalidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de abril de 2010

a queridinha de todos nós.

.o RDUÍO DOS MUES DAIS ME PORUDZ CACOFONIA
Quero prender-me no embalo da vida, traduzir para japonês a sua felicidade russa.
Falar mansinho quando queimar meus pés no asfalto quente, fazendo sístole cardíaca ao contrário. Controlarei a dor autista que abate meu sistema nervoso: nervoso com tanta mentira. Mentira vinda das ruas, da sua boca sem carne e dente. Faminta por leite materno.
A falta do leite nos meus primeiros dias me fez andar pelas ruas com um caderno na mão desenhando o semáforo das minhas partidas de álcool e desejando fazer excesso de conectivos conectivos esses que me fazem questionar o porquê da sua vontade louca de escrever tudo com ponto e pausa se podemos simplesmente criar a gramática da não pausa
... (estou bebendo a gota d'água)
Me desculpa pela pressa! é porque a vida não mais faz sentido. Um dia me chamaram de louco, pediram pra eu aguardar na sala de espera de um médico psicopatológico. Fez perguntas esquisitas. No dia seguinte eu não tinha mais emprego e meu bem maior tinha decidido que eu morri pra ela. Fui me achar nas ruas que carregam contaminações asmáticas, sinestesias inodores, transeuntes do arranha céu e companheiros normais iguais a mim. Foi quando me deram este caderno onde escrevo. Disseram que posso decifrar nas páginas toda a exclusão que me foi exposta e vivencio no raiar das minhas luas. Troquei o dia pela noite e agora não quero mais sair daqui.
na minha normalidade esquizofrênica descobri que não se denomina nem se aponta loucura: as pessoas aprendem a lidar com sua loucura ímpar. Prefiro ser paranormal doentio do que ser anulado pela pressão desse todo e me encaixar na esteira de produções similares.
"Emoção violenta é insanidade."
próximo tema: vírus