sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Matrimônio e seu compromisso com o passado.

2010, século XXI. A sociedade com características
modernas, empreendedoras e tecnológicas.Alguns diriam
"evoluídas". No entanto, sem o campo econômico dentro
dessa avaliação, restam instituições arcaicas quando
se trata de relacionamentos interpessoais, sendo uma
delas o casamento.

Na Roma Antiga, o casamento foi criado para preservar
o patrimônio de um homem por meio de herdeiros
consanguíneos. Voltando ainda mais no tempo, estudos
sobre a sociedade pré-histórica comprovam que o ato de
"casar" e ser monogâmico surgiu logo em seguida à
noção de "propriedade privada".

Na atualidade, todavia, o matrimônio ganhou novas
conotações, como a de consumar a felicidade e
realização amorosas.

É nesse ponto que pensamos: será o matrimônio
condizente conosco no presente?
Considerando uma visão romântica, isto é, aquela que
envolve satisfação e amor por parte dos envolvidos,
aliada ao fato de técnicas para fertilidade e
procriação in vitro estarem crescendo e ganhando uma
ampla fatia do mercado, é possível afirmar que o
casamento é uma parte "atrasada" da sociedade, visto
que, hoje, gerar filhos não exige, necessariamente,
unir-se a alguém e que as pessoas podem ser felizes e
realizadas tanto dentro de uma estrutura monogâmica,
quanto dentro de uma poligâmica.

Próximo tema: A influência da indústria etílica na juventude.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

o ciúme tem uma lista inteira de contatos.

"Cara minha,

a agressividade faz parte de mim. Não se assuste. Você - que já provou do meu gosto e chorou de amargura quando eu toquei o seu corpo e fiz o seu desejo mais íntimo ficar de pêlos eriçados - você mesma. Já foi queimada pelo meu ácido e quis provocar quando lançou o meu veneno.

Não se renda ao meu entorpecente. Não s-i-n-t-a o meu ritmo.
Não aceito provocações e não levo desaforo para o meu lar doce lar.

Você vem com doçura, retribuo com chibatadas.
Você vem com a mentira, eu manipulo e te faço chegar ao poço.
Não me cultive, não me aceite em sua vida...
Nãomeolhedestejeito!...

Quando sentir minha falta, compre um consolo! Será a coisa mais esperta a fazer... mas... calma, tá? Estou aqui abrindo meu coração, avisando-lhe do meu perigo, mas não se desfaça de mim por inteiro. Esteja preparada porque quando o momento bater à sua porta e a verdade avassaladora fizer caquinhos de você... eis que me mostrarei. Fúria e intensidade na medida certa (você decide). Eu avançarei sobre você lentamente, apreciarei o seu cheiro como se fosse um amante de luxo e quando você menos estiver preparada (...)


v a z i o


...pronto, tirei o que você tinha de mais precioso (supostamente). Dei meu bote. Não diga que não avisei: eu não valho nada e se você não tomar cuidado eu acabo arruinando... tudo."



Qualquer semelhança com alguma coisa é mera coincidência. rs.





Próximo tema: Matrimônio

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Waiting for you - Kenny G

Não sei como foi o ultimo vestibular da PUC. hahaha.

Hoje eu pretendia dormir cedo, porque amanhã quero pular carnaval, tomar cerveja, curtir um show ao vivo de noite, e fazer isso tudo desde cedo ja que eu ultimamente só acordo 4 da tarde. Mas no último minuto antes de dormir resolvi passar para ver se o "línguas presas" tinha sido atualizado. Li os textos que foram escritos e o TEMA me preencheu os olhos. Porque será que um tema como ciumes tenha preenchido os olhos, e me feito ter uma vontade de escrever sobre tal sem hesitar? Mesmo querendo ir dormir mais cedo (já são 3:35). Essa é uma pergunta que eu nunca vou conseguir responder eu acho.



"
A trilha sonora embalada na hora da minha escrita está sendo: Waiting for you - Kenny G.
O céu está bonito e tem uma estrela no céu para cada luz acesa na terra.
Aqui está: acabei de escrever duas frases que se completam.
Um jazz se torna inteiramente jazz quanto tocado a noite a luz do luar
O saxofone chora baixinho ao ver a lua de véu sozinha iluminando sem ser notada
A lua chora com a serenata do piano sem notar que está sendo homenageada sem querer.
Que bobagem, olha eu aqui no meio da madrugada inventado um caso de amor entre um instrumento musical e um astro celeste.
Talvez seja porque à essa altura o que me resta seja isso
Talvez porque eu ouvindo essa música me sinta como o instrumento: chorando saudades.
Talvez porque não me resta mais alternativa se não reinventar uma maneira de estar junto da pessoa que eu mesmo de uma certa maneira levei lá, para onde olho agora.
Não tive culpa nenhuma. Mesmo. Mas é daqueles acidentes que só aconteceram porque você iniciou, sabe?
Agora eu estou olhando para o céu porque os desenhos animados, as histórias de contos de fadas, os meus pais e os professores do maternal sempre me diziam que quando se morre vira estrela.
A luz do meu quarto está acesa.
E tem estado nos últimos tempos.
"O céu está bonito e tem uma estrela no céu para cada luz acesa na terra."
A dele está olhando por mim.
Deixo acesa para sentir que está.

O ciúmes não é o pior sentimento que alguém pode ter: é a tristeza após a desgraça provocada por ele.

As estrelas são lindas. O céu a noite é lindo. A minha visão dele é mais bonita ainda.
Olho para ele todos os dias a noite. Ele gostava da noite.
Acho que todos deveriam olhar para o céu a noite.
Só rezo que nunca com o mesmo propósito que o meu.
"

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Relacionamentos: questão de escolha.


Quando eu li o tema pensei que nunca saberia escrever sobre isso, porque embora tenha vivido a situação, não foi exatamente um relacionamento sério. Depois de muito procurar na minha mente, cheguei à conclusão de que experiência alheia pode muito bem ser válida, né?

Uma amiga minha começou a namorar no primeiro ano do ensino médio. Começou a namorar depois de uma relação levemente conturbada com um menino mais novo, no meio de uma das traições desse antigo relacionamento é que ela conheceu o atual ex namorado. Ele era do terceiro ano e tinha todo aquele charme de vestibulando, que, pra gente, na época, contava muitos pontos. Ela logo se encantou. Ele mandava flores, a tratava como uma princesa. Eu nunca gostei dele, pra falar a verdade... não sei exatamente o porque, mas eu sei que eu tenho muito “feeling” com as pessoas. É raro o santo não bater, mas quando não bate não tem jeito.

Não posso dizer que foi um relacionamento que deu errado, pelo contrário. Talvez pelo fato de ele ser muito infantil. Acabou há pouco. Ela acabou com ele. Não sei o que passou na cabeça dela, mas provavelmente o fato de estarmos saindo do ano de vestibular e entrando no mundo novo da faculdade a tenha feito pensar que entrar livre pra viver o que as surpresas lhe reservam seria a melhor opção. Compartilho da opinião dela, mas ele não abriu mão dela pelas novidades quando teve a oportunidade de fazê-lo e ela fez isso. Vai da escolha de cada um, me corrijam caso eu esteja errada. O fato é: eles viveram as mesmas coisas, mas em tempos diferentes. Talvez isso tenha prejudicado o relacionamento. Não dá pra julgar as razões de cada um. Ele fez as suas escolhas ciente das conseqüências. Ela fez as dela. E o que eu posso dizer é que eles foram muito, mas muito felizes enquanto durou.

Próximo tema: Ciúmes – uma faca de dois gumes?

Oh, esse caiu no último vestibular da PUC, hein povo...

"Modanças"



Arrumando a mala para minha viagem, comecei a experimentar algumas roupas a fim de selecionar quais delas levaria. No meio de blusas, calças e vestidos, descobri uma quantidade relevante de peças velhas das quais nem me lembrava direito e decidi ver como ficariam em mim. Surpresa me senti quando algumas das roupas serviram melhor no dia presente do que na época em que as comprei, e a satisfação veio logo após: eu não havia engordado tanto. O peso viera com o tempo, claro, mas nada que me poupasse de entrar em minhas roupas antigas. Feliz e contente, tornei a separar os ítens que poria em minha mala e, enquanto analizava quantos sapatos conseguiria encaixar ali dentro, um pensamento me veio à cabeça: por quê?

Quero dizer, por que o fato de não ter engordado me agradava tanto? Caber em determinadas peças de roupa havia se tornado mais importante do que minha própria viagem em si. Eu estava absorvendo os padrões que a indústria da moda criara e julgava serem os ideais. Olhei então para minha mala e tudo o que vi foram ítens de catálogos das mais variadas marcas. Em um estalo súbito, percebi que se dissesse que todos haviam sido adquiridos em uma mesma loja, ninguém ousaria questionar, dada a padronização dos modelos que ali estavam. Lembrei do orgulho por mim sentido quando comentara com uma amiga que meu vestido havia sido trazido de Milão por minha tia. Penso agora por que raios isso era tão importante! Era uma bela peça, mas muito semelhante a uma adquirida no próprio Rio de Janeiro. Alguns extensos quilômetros de diferença não impediram que a confecção das roupas fosse similar. E eu ali, achando que um vestido vindo do exterior valorizaria mais a minha beleza do que um de minha própria cidade, quando, na verdade, nenhum dos dois me deixava mais bela do que quando eu sorria por motivos banais. Percebi que a vontade de pertencer estava fazendo com que a moda me impusesse os padrões que me indicavam a melhor maneira de me fazer bonita. Logo eu, que tanto criticara tal homogeinização e sempre fora a favor da valorização das diferenças.

Decidi então me desfazer de determinadas peças. Não que eu tenha saído doando todas minhas roupas e decidido me tornar a Eva do século XXI, mas levei algumas ao brechó e fiz belíssimas trocas. Descobri que não existe lugar melhor para diversificar um guarda roupa sem gastar muito dinheiro e adquiri peças vintage que deram um toque especial a ele. Não deixei de comprar saias de cintura alta ou óculos joaninha e acredito que serei conquistada por modinhas seguintes, mas adorei a experiência brecholística e a diversificação que isso trouxe ao meu estilo. Por isso, aconselho aos seguidores da Vogue que se abram à novidades não tão novas assim e, com isso, libertem-se da hipnose.




Próximo Tema: "Grande diferença de idade: prejudicial ou benéfica para a evolução de um relacionamento?"

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Fatotídico.

Ele e ela na escola.

Ela era nova e o achava muito envelhecido.

Ele não era velho, mas a achava imatura demais.

Ela se mudou e descobriu que era vizinha dele.

Ele continuou no mesmo lugar, mas irritou-se com a nova vizinhança.

O tempo passou. Os dois cresceram, apesar de continuarem infantis.

Ela começou a mandar cartas anônimas para a casa dele.

Ele descobriu de quem eram as cartas e interessou-se.

Ela era petulante, ele era introvertido.

Ela se irritava com a espera, ele achava que sempre demoraria.

Ele concluiu que não conseguiria.

Ela concluiu que ele não gostava de mulheres.

Ele ficou ofendido.

Ela continuou apaixonada.

Ambos descobriram que o amor, de uma maneira incrivelmente rápida, poderia se transformar em ódio.

O tempo passou, como sempre.

Ele guardou todas as cartas, mesmo depois de ter ido embora.

Ela guardou os presentes, mesmo não lembrando de quem os havia recebido.

Ela se desfez de todas as lembranças e mágoas.

Ele nunca tivera verdadeiras mágoas. E guardava todas as lembranças.

Ambos perderam o contato, os amigos, a infância.

Quando adultos, encontraram-se novamente.

Ela percebeu que ele havia se tornado um homem interessante, apesar de bissexual.

Ele percebeu que ela continuava com a mesma petulância, apesar de vulgar.

Os românticos de plantão podem estar pensando que eles vieram a se casar. Não foi o que aconteceu.

Ele foi embora para outro país, a trabalho.

Ela começou um relacionamento moderno com um técnico de informática.

E acabou-se a história.

Próximo tema: "A Indústria da Moda: criadora de padrões ou destruidora de fronteiras?"

Operação Tapa Buraco (Eu Apóio)

Não. Não estou falando de buraco de asfalto - apesar de precisar. Falo de medidas emergenciais como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), aplicada pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB). Essas palavras formais e educadas são mero artifício para explicar a bela cagada que foi feita há tempos, não só na capital mundial do carnaval, mas também no país do futebol.

A cultura do jeitinho brasileiro, tanto de cima quanto de baixo, esmoeceu todas as forças para tornar o país em desenvolvimento, um país desenvolvido e sustentável. A exploração que foi feita pelas economias de fora, a vontade do país deslanchar e a incapacidade de resolver problemas básicos internos, acumulou uma rede altamente complexa de movimentos contra a resolução destes empencilhos.

A desilusão da alegria do futebol, do carnaval, das rodas de samba e dos elogios externos contribuem para mantermos a orientação humildesca (sic) do catolicismo (raiz cultural/DNA). Os nossos rabos-presos nos impedem de crescer (queremos rabos-de-saia), onde a cueca é o lugar de guardar dinheiro e a carteira é sinônimo de autoridade (ou a falta de).

Um país que elege Fernando Collor de 'Merda', 'general' José Sarney, José 'panetone' Arruda e outras raposas, não dá pra se esperar uma administração e postura de um Fredrik Reinfeldt da vida. Temos verdadeiros xeques, sultões contemporâneos e tupiniquins. A verdadeira caça aos 'marajás' é encomenda da revista Veja e do Jornal Nacional.

Não quero fazer culpismo-capitalista-midiático idiota. Poucos sabem o que realmente acontece nos bastidores das indústrias que recebem incentivos (e que incentivos!) para alavancar dinheiro, entreter o povo, enquanto tem um moleque recheado de armas e ódio pra cima de quem lhe tirou o direito de ser como eu mesmo, quem vos escreve. Tenho um tênis Olimpikus, Computador, Notebook, Celular com TV Digital e umas porcarias que pra mim é o meu dia-a-dia e pra ele é uma vida inteira, ou muitas vezes, nem isso.

A UPP é óbvio que dá certo. Tomar a comunidade de assalto com policiamento, presentes, internet gratuita, obras de infra-estrutura e saneamento, criação de cursos profissionalizantes, etc, têm um resultado inevitável: um óbvio salto de qualidade de vida. Resta saber pra onde foram os bandidos expulsos e até aonde e quando vai este projeto. Projeto uma medida à la 'bode expiatório' para a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016.

Entra em pauta a discriminalização das drogas leves e a estrutura de um país decente para dar assistência a quem exagera na dose. Ora, como diz meu parceiro MV Bill: "Então me diga o que causa mais estrago: 100 gramas de maconha ou um maço de cigarro?". Existe alcoólicos anônimos, Lei Seca e o álcool mata mais que a muita guerra por aí.

O Haiti é e não é aqui. O Brasil é o Haiti (pobreza/miséria), França (cultural), Portugal (religião), Estados Unidos (consumo/adoração), Afeganistão (guerra) e Moçambique (alegria/escravidão).

A ausência do Estado é como fazer de uma criança órfã toda uma sociedade. Somos órfãos do medo. Somos órfãos de uma mãe que resolva nossos problemas e que nos oriente. "Quem deveria nos dar proteção invade a favela com fuzil na mão".



PRÓXIMO TEMA: Lembranças

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O holofote quer brilhar em você.

"Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito
Que aquele garoto que ia mudar o mundo
Frequenta agora as festas do 'Grand Monde'"
(Cazuza, Ideologia)

O que são as mentes ousadas de hoje? Resquícios do que a geração jovem, um dia, já foi? Quantas vezes essas palavras foram proferidas: "Cadê a voz doz jovens dessa nossa sociedade? Por que tão quietos? Por que tão acomodados?"

Penso que acomodados é a palavra que caracteriza a grande maioria. Afinal, o mundo pode enfrentar o apocalipse: ainda restam os queridinhos dos ipods que fazem um brinde à alienação e mascareiam a verdade (santo fone de ouvido que isola o mundo lá fora!). Por que enfrentar a verdade de frente, quando temos sites de relacionamento e msn que escondem o nosso verdadeiro eu? Sair de casa? Justiça? Mundo melhor? Meio ambiente? NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO! Eu quero o meu sofá!

Eu quero a minha mãe.
Eu quero agradecer a ela por brigar comigo quando fico horas em frente ao computador. O mundo lá fora existe, não é tão pequeno quanto parece e ele está des-mo-ro-nan-do.
Já fui em passeatas reivindicar a permanência do Passe Livre (Palavras ainda ecoam daquele dia: "O dinheiro do meu pai não é capim, eu quero passe livre sim!"); já fui às ruas do Centro com o pessoal do Pedro II da tijuca, que juntava com o CEFET e, chegando lá, encontrávamos os alunos da unidade Humaitá e Centro. Nós paramos o metrô em outras passeatas. Nós fechamos ruas, trânsito e recebemos vaias. Opa! Vaias?!?! Quer dizer então que quando ficamos quietos recebemos vaias e quando soltamos o verbo recebemos... vaias também? ¬¬
Mas pelo menos eu não fiquei quieta: eu fiz barulho! Lutei contra algo que não prejudicava só a mim e que beneficiava os altos escalões da sociedade - aqueles que estão pouco se fudendo pro resto do mundo e fazem com ele o que bem entendem.

Liberte a indignação que existe dentro de você. Não se cale.
Esse post é uma homenagem ao meu colégio, que me ensinou a ver o mundo diferentemente da maioria. Obrigado Pedro II.
E é também uma homenagem aos que disseram um Não ao silêncio.

1. Manifestação na Conferência das Partes (COP15 - Copenhagen)
2. Passeata organizada quando a prova do ENEM vazou
3. Manifestação em Brasília contra o escândalo do governador Arruda
4. Passeata contra a visita do presidente do Irã ao Brasil





Próximo tema: UPP's

sábado, 16 de janeiro de 2010

Dispostos... se atraem.

Dois lados

Duas extremidades ligadas por uma ponte.

Que caiu.

Línguas presas por falta de passagem

Línguas com sede à margem

De um rio que não corre mais.

Bêbadas de sonhos antigos

Protegidos por jovens perdidos

Distribuindo poesias

Em garrafas jogadas no mar.

Línguas que ao se encontrarem

Se beijam

E desejam que o mundo seja

De novo o nosso lar.



PRÓXIMO TEMA: PROTAGONISMO JUVENIL

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Um terremoto de consumismo

Mickey Mouse? Saci-Pererê? Bruxa de Salém? Pocahontas?
Papai Noel ganha proporções de bonzinho e perverso jamais imagináveis desde sua criação, na Polônia ou algo parecido. O presente é bom, é ruim, é caro, é barato, é invejoso, é ingrato, é não dado. Ritual presenteador. Ritual gastador. Ritual comercial.




Garoto propaganda da solidariedade e do consumismo, não tem patente em lugar algum. Pois foi tolo o suficiente para deixar sua imagem ser estraçalhada por hienas abastadas que vivem na savana Hollywoodiana. É uma catarse social-midiática. Em ano de uma catástrofe colossal no Haiti, presentes de ouro matam, enquanto água semi-potável ressussita vidas. Num modo literal de se apresentar a questão.

Alemanha doar 2 milhões de EUROS para o Haiti? Só a /gostosa/ da Angelina Jolie mandou U$1 milhão. Michael Jackson se estivesse vivo, venderia alguma parte do seu mundo encantado em prol das vítimas. Lady Gaga é atentada por Paparazzis imaginários enquanto uma menina haitiana é atingida na cabeça. Por um vergalhão e concreto.

Particularmente, me deu uma vontade aterradora de ir pro lugar mais caótico do globo. Mas seriam duas mãos sem estrutura alguma para dar estrutura à milhares de outras mãos. É louvável o trabalho que a MINUSTAH fez até a catástrofe. Conheci de perto militares que largaram nossas terras vastas para dar o mínimo de pilastras e esperanças à pessoas tão calorosas que são os haitianos.



Conversei com o, até então Comandante Militar da Amazônia e primeiro comandante da MINUSTAH, general Augusto Heleno, na capital amazonense, em 2008. Ele relatava a perplexidade dos estadounidenses frente a rapidez de resultados positivos acumulados pelas tropas brasileiras. O general ainda confia um fato a nós (integrantes da PUC-Rio na Amazônia): "O comandante dos EUA perguntou para mim: Qual era o segredo do soldado brasileiro para conseguir tamanha facilidade de pacificação? Respondi que não havia técnica, nem segredo algum. Há no sangue brasileiro a naturalidade do carisma".



O feliz slogan do Exército brasileiro reflete isso muito bem: "Braço forte, mão amiga".

Papai Noel é gordo, velho, barbudo, cafona e preguiçoso. Se você acha que isso é símbolo de fraternidade e solidariedade, respeito os gostos bizarros de uma população cheia de mitos e rituais paradoxais. Se você acha que o Natal acabou de começar, a Embaixada da República do Haiti está arrecadando doações em dinheiro. Para colaborar, podem ser feitos depósitos ou transferências de qualquer banco, mesmo de fora do Brasil, para a conta corrente abaixo:

Nome: Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
CC: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações só em dinheiro. A entidade não recebe outros tipos de doações em função da dificuldade de enviá-las ao país.

Dados para depósitos ou transferências:

Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

O Viva Rio, que está desde 2004 no Haiti, onde desenvolve projetos sociais ligados às áreas de segurança, desenvolvimento e meio ambiente, também abriu uma conta para quem quer fazer doações às vítimas do terremoto:

Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
CC: 5113-6

CNPJ: 00343941/0001-28

A ONG Action Aid criou um site e disponibilizou o telefone 0300-7898525 para doações em dinheiro para as vítimas do terremoto.


PRÓXIMO TEMA: Livre