Bilhões de letras, Milhões de palavras, Milhares de frases, Centenas de Idéias, Dezenas de participantes e apenas UM tema. O resto são zilhões de coisas malucas. Se descubra.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Superfície
Superfície minha
Superfície sua
Será a tua superfície
espelho do teu recheio?
Será a minha superfície
o teu recheio espelhado?
Ou será apenas uma
membrana independente?
Onde não permites toque
calor, palavra
que lhe seja um pouco mais entrecortante?
Minha superfície
meu recheio
Não mente minha carne
não tremula ao sopro
Tua, tua carne
é sôfrega. Fraca.
Tua superfíce
se tornou mais forte
que ti mesmo
Não te sabes mais ser
Tua carne dissolveu-se
Teu recheio esvaziou-se
em risos e palavras
suaves.
próximo tema: Chuva
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Prazer, Mister M.
É uma postura lógica e inteligente. A classe que já consegue ter um computador com internet, por mais lenta que seja, participa enviando sugestões vídeos, montagens audiovisuais, filmetes e a garota do Crossfox. E é isso que o povo quer: ser o centro das atenções, ter algo a dizer, a contar, a causar.
No dia do blecaute (blackout) quase no Brasil inteiro, soube pela internet do celular e a TV do celular o que se passava. A internet (via Twitter) era mais precisa e mil vezes mais rápida que as mídias convencionais. Eu em 10 minutos sabia o que se passava o que a as TVs demoraram mais de 1 hora pra ter alguma noção. A internet é colaborativa, participativa e integradora. INEGÁVEL.
A indústria da comunicação é o 4º poder sim. Há muita psicologia social envolvida, somada aos interesses à parte, ela é tão manipuladora quanto o caixa dois. Mas como ela não é boba nem nada, nos enche de futebol do Mengão hexacampeão e de Novelas polêmicas com gírias novas pra a gente usar na Rocinha, no Viaduto do Chá e no Mercadão de Madureira.
Falar demais, como faço agora, é um pecado nesse mundo cheio de segredos e 'behind the scenes'. Não se revela o que faz o coelho voar pra cartola do mágico. Não é Mister M? Ou você esperaria que o Mister M não fosse mascarado? Fábulas, contos, populares, andinos ou requintados; mundo de princesas, vilões e mocinhos... Um mundo que o mundo compra todo santo dia.O Irã.. Ah.. o Irã... isso que é lugar de se viver. Perdão, Coréia do Norte.
PRÓXIMO TEMA: Poesia
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Um texto de caráter apelativo.
domingo, 29 de novembro de 2009
Loira fará Turismo na Fazenda
Mas o que aconteceu na faculdade UNIBAN extrapolou o limite da obviedade.
Gritos, xingamentos, ameaças de estupros...Por essa Geisy não esperava. Não esperava que uma blusa rosa sem legging (sim, aquilo é uma blusa, vestidinho é coisa maior) fosse transformar sua vida.
Ganhou holofotes, virou manchete em todos os jornais do país, foi capa de revistas, participou de programas de TV, ganhou uma música de axé e pasmém, foi o segundo assunto mais acessado na internet no mundo no dia 10 de Novembro, perdendo só para a notícia da execução por injeção letal de John Allen Muhammad, que em 2002 ficou conhecido como o atirador de Washington.
A loira afirmava que não estava interessada em fama, mas ela não perde uma chance de aparecer na mídia, inclusive vai desfilar na Porto da Pedra. Qual é o próximo passo? Ir pro BBB? Ih não...lugar de pseudo celebridades é na Fazenda. Chamaram de vaca, agora só falta ela ir pra Fazenda. Alguém duvida?
Próximo tema: Crack
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Gás, muito gás.
Uma vez, quando criança, pensei que era o super homem. Quase me suicidei. Juro. Meu êxtase em voar, somado a minha ingenuidade e minha inconsequência, me levaram ao delírio explícito em me jogar da sacada do meu antigo playground. Minha empregada e seus 'super poderes' me resgataram no ar. O mesmo ar que eu não sentiria mais alguns segundos depois.
Ser criança é viver esse turbilhão de experiências sem medo de ser feliz. O único medo era de depois de um dia de travessuras, ter de enfrentar os bichos papões do Fred Kruegger e a menina do O Exorcista nos pesadelos.
Os pesadelos atormentam àqueles que ficam no chão e não ousam voar, com balões de hélio, naves de alumínio, foguetes intergaláticos ou mesmo o famoso voo de consciência. Condenar este menino seria condenar minha infância inteira. Dar as costas ao que tornou simples estas palavras e simbolismos complexos.
Fui e somos meninos atormentados e bombardeados por estimulos a todo tempo. Queremos comprovar se eles mentem ou se falam a verdade. Queremos experimentar algo que nossos pais falam que fazem mal só pra falar que eles estavam certos ou plenamente enganados.
Comemos Trakinas, Batatas do McDonald's, Tri Kids do Bob's, Fandangos, Baconzitos e Cheetos. Masclamos Bubaloo (o famoso BABALÚ), Ping Pong e pastilha Garoto. Soltamos ao ar o Pirocóptero, desbravamos a bala de côco nos aniversários e nos empanturramos de jujuba nos juramentos de gula.
Somos anarquistas mirins no seio capitalista de se consumir o próprio anarquismo. Só com a diferença que não fazemos a ideia do que isso seja.
No final, queremos um balão cheio de balas pra estourar, um saco pra encher e um balão pra chamar atenção do mundo todo.
Com a união dos seus poderes eu sou o capitão planeta.
Próximo tema: Caso da Uniban
domingo, 18 de outubro de 2009
Quem são eles?

Aquele domingo que não é chuvoso e nem ensolarado. Aquele dia em que não é nem cheio e nem parado. Aquilo que não é nem presença nem ausência. Estou cansada, cansada de não ter motivo para estar cansada. Estou cheia da minha vaziez. Nâo posso mais continuar não sendo ninguém todos os dias, eu tenho que ser alguém. Certo?
Não é isso que todo mundo sempre disse? Que nós temos saber quem nós somos, que nós temos que fazer aquilo que gostamos, que não temos que imitar ninguém e que nós temos que buscar a felicidade?Mas quem disse isso? Quem disse que existe felicidade? O que é felicidade?Porque achamos que a felicidade está sempre fora de nós? Quem inventou que temos que querer sempre mais?
Isso é completamente idiota. A propaganda da felicidade é a pior que existe, pois não a percebemos. E é ela que mexe com tudo. Então, ao invés de aceitarmos o que temos, aceitarmos aquilo pelo qual lutamos ou nos dirigimos para, ficamos sempre olhando para a janela vendo o dia ensolarado e desejando que chovesse um pouco porque está muito quente.Não aproveitamos nenhum dia, porque queremos o dia seguinte. E eu estou cansada de todo esse papo de em busca da felicidade. A busca é eterna.
Não há busca, não há felicidade.O que existe é uma vida e devemos vivê-la. A vida lateja para que a vivemos e nós deixamos-na no "hold" para aproveitar no dia em que estiver tudo perfeito.
Cada vez mais nossa sede por realização aumenta. Aquele consumismo de alegria, aquele consumismo de agitação, de risadas. Nunca acaba. Eles estão sempre nos dizendo que ainda há mais alguma coisa pela qual lutar, pela qual sofrer por não se ter.
O casamento, os filhos, o marido perfeito, a carreira de ouro. Tudo foi dito por alguém que não sabemos quem foi e foi repetido por anos e anos e anos e séculos e milênios, e aqui estamos nós, alimentando mais ainda a indústria da felicidade.
Eu quero gritar, mas o que tem dentro de mim não merece um grito. Eu quero chorar mas não tem nada que me motive a isso. Eu quero rir, mas não vejo graça em lugar nenhum. E será que isso surgiu daonde? Eu estou agora passiva perante os outdoors de sorrisos recheados de emoções imperdíveis?
Não quero mais buscar o mais dentro do que já existe. Eu não quero mais ceder aquilo que os outros me dizem que eu deveria querer. Eu quero já aquilo que está dentro de mim, mesmo que não seja nada.
Sim, eu estou vazia. Mas a felicidade está mais ainda.
Próximo tema:
menino do balão.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Pra quê titulo, merda?
Eu tenho as minhas: as de me vestir todos os dias pra ir para a faculdade se na faculdade as pessoas são tão nuas e sujas que nem eu; de achar que esse blog possa dar algum fruto pra pelo menos alguém; achar o Ronald Rios engraçado pensando ilusóriamente que ele possa ir para substituir toda 'Zorra Total' da Globo.
O tempo ficou banal, e minha falta de noção também.
Com a palavra, Ronald Rios (Para a MTV).
...Alias, Banalidade, se vc botar pra procurar no Google, vai sair assim: "Você quis dizerrrr: Dado Dolabella".
Banal é ser roubado pelo seu governante e ficar parado! (como eu estou)
Banalll... Banal. Texto grande é banal. Mal dá pra ler.
Tchau.
Próximo Tema: PROPAGANDA
sábado, 3 de outubro de 2009
Quando o lar é a indiferença
Em que momento este grande lar que desperta sentimentos patrióticos tão fortes pode ser o pior pai? Quando passamos ao lado de crianças solitárias nas ruas sem dirigir-lhes o mais frio dos olhares. Não digo que eu também não o faça. Faço e faço todos os dias. Mas porque precisamos fazê-lo?
Há uma história na minha família de que um ladrão que havia roubado a casa vizinha procurou a casa de meu bisavô para se esconder da polícia. As crianças – uma delas era minha mãe – se esconderam no banheiro e a Tia Ana se apiedou do muito jovem “ladrão de galinhas”. Foi escondido embaixo da cama. Meu bisavô já estava doente numa cadeira de rodas e mal falar conseguia. Seu rosto ficava vermelho e via-se que apenas o limite físico o impedia de sair feito um touro expulsando o homem. O Tio André estava sentado na cabeceira da mesa de jantar, onde estivera antes da invasão da casa e de onde não fizera menção de se levantar.
A polícia entrou e revistou a casa. Nitidamente os policiais perceberam que a Tia Ana estava escondendo alguma coisa. Dizia sem parar que “não havia visto ladrão nenhum” e que “não tinha ninguém ali naquela casa”. Foram embora. Meu Tio André continuava na cadeira de madeira e meu bisa acorrentado sem escolha.
Quanto à questão daqueles que não têm casa e habitam as ruas de nosso país, enfeiando e aumentando a violência e medo, creio que existam semelhantes posições. Há aqueles que gostariam de poder levantar da cadeira e gritar, puxar todos das ruas e colocá-los sob tetos e dá-los onde estudar e trabalhar. Mas não podem, são impedidos pela burocracia, pelo dinheiro, pela política, pela vida. E há aqueles que apesar de poderem fazer alguma coisa, preferem assistir de sua bela cadeira de madeira, enquanto tudo que acontece em volta é um grande improviso. Aqueles que não sabem bem como ajudar acabam dando um “jeitinho” que vai adiantar por pouco tempo, sendo defendido com grande insegurança.
Mas, porque iriam, os grandes donos de cabeceiras, se preocupar? Não se permitem gastar uma gota de suor. São apenas uns merdas, uns ladrãozinhos.
Minha tataravó era cortesã. Meu tio tinha tanto sangue azul quanto os sujos que povoavam as ruas e roubavam suas casas. Ninguém é escória e ninguém é elite. São todos brasileiros e todos têm direito de considerar esse país tão maravilhoso quanto ele é.
Próximo tema: Grandes banalidades
2016: o ano
Pronto, é nosso. Depois de vídeos pulicitários, campanhas na rede, falatório na fila de bancos e comentários no Twitter; o Rio de Janeiro carrega não só o título de sede das olimpíadas de 2016, mas a responsabilidade de ser o primeiro representante da América do Sul. Chicago encontra-se perplexo, Tóquio diz-se feliz e Madri com dor de cotovelo. Apesar dos pesares, é difícil negar o merecimento da Cidade Maravilhosa, que precisava desta alavanca depois de tanto tempo perdida entre manchetes negativas publicadas em jornais.
São Pedro parecia já anunciar a então vitória: depois da semana chuvosa, o sol agraciou centenas de cariocas que compareceram à praia de Copacabana para comemoração prévia. A festa pós-anúncio não foi muito diferente em Copenhague, Dinamarca. Pulos, gritos, corações acelerados e olhos visivelmente emocionados. Afinal, aqui estamos nós: fazemos parte do G-20, descobrimos pré-sal, diminuímos a desigualdade social e somos sede dos jogos olímpicos de 2016. Demorou, mas agora o Brasil começa a mostrar sua cara.
Não me venha com chorumelas: reclamar da educação brasileira, poluição do pré-sal, corrupção política. De fato, tudo procede, mas – como sempre –, neste momento de ufanismo, não custa fingir não notar (fazemos isso 24 horas por dia). Vamos ser felizes e ter esperança por algum tempo, se tem muito a perder. Viso logo o primeiro ponto positivo. A economia do país sofrerá grande movimentação em consequência dos jogos; gerar empregos vem quase como peça aliada do pacote “sede olímpica”. Sem contar com a despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas e da Barra da Tijuca. Os que se encaixam na categoria “eco friendly” já podem ficar mais relaxados.
Para conhecer mais sobre o projeto, a cidade e até mesmo se candidatar para ser voluntário nas Olimpíadas de 2016, acesse o site: www.rio2016.org.br
Próximo tema: Moradores de Rua
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Título Vulnerável
A vulnerabilidade está em todas as esferas, está em todas ações e risco. Lidar com ela é usá-la como aliada. Estive num curso de sobrevivência na selva, na Amazônia. Lá aprendemos à não tratar a natureza como inimiga e sim como aliada. Você se coloca vulnerável, assim como ela também se coloca quando a queimamos. Nem sempre a natureza tem chuvas nas horas certas para apagar esse fogaréu arruaceiro, nem sempre temos tranquilidade para evitar o pânico para achar ajuda à tempo.
Estou vulnerável à um texto grande, repetitivo, fraco, sem base e amador. Encarar a vulnerabilidade é ter personalidade de estar onde outros estariam com medo, aparecer onde os outros desapareceriam. Vulnerabilidade é uma eterna crise que você enfrenta e enxerga as melhores oportunidades para você, para o país ou para uma colaboradora do Línguas Presas.
...ou quem sabe, para um presidente da república:
Próximo tema: Rio 2016